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Risco de crise de energia desafia Dilma e vira teste para 2014

Nesta quarta-feira, presidente faz reunião com equipe para discutir formas de evitar apagão ou racionamento.

09 de janeiro de 2013 | 6h 39

O risco de novos apagões ou de um racionamento de energia é o primeiro grande desafio do governo federal em 2013 e pode representar um teste para a popularidade da presidente Dilma Rousseff em um ano decisivo, que antecede eleições presidenciais e a realização da Copa do Mundo.

Com os reservatórios das usinas hidrelétricas abaixo ou próximo dos limites de dez anos atrás, quando ocorreu a crise do apagão, Dilma decidiu convocar às pressas nesta quarta-feira uma reunião de emergência em Brasília.

Nela, a presidente, que foi ministra das Minas e Energia durante os primeiros anos do governo Lula e se destacou pelo perfil "técnico", deve discutir com sua equipe alternativas para evitar a qualquer custo um eventual restrição ao consumo de energia que, se colocada em prática, na opinião de analistas, poderia afetar sua credibilidade.

"Uma situação como essas poderia impor um risco eleitoral à presidente, que é publicamente reconhecida como uma técnica de altíssimo nível", disse à BBC Brasil o cientista político Ricardo Ismael, da PUC-Rio.

"Além disso, um apagão ou racionamento de energia lançaria questões sobre o planejamento da própria presidente enquanto ministra do setor", acrescentou.

Já o cientista político Ricardo Caldas, da Universidade de Brasília (UnB), acredita que, ainda que o problema se agrave, haverá pouco ou nenhum desgaste na imagem de Dilma.

"A presidente possui um alto índice de popularidade. É provável que ela saia incólume, tal como o seu antecessor, Lula, envolvido indiretamente nas denúncias do mensalão", afirmou ele à BBC Brasil.






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