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Ritual de tribo brasileira é indicado a patrimônio da Unesco

Cerimônia dos enawenê-nawê, povo indígena cujo território tradicional fica no noroeste do Mato Grosso, poderá ser 19º bem cultural brasileiro na lista.

22 de novembro de 2011 | 12h 42

Um ritual de um povo indígena brasileiro, voltado para "manter a ordem social e cósmica", foi indicado para integrar uma lista de patrimônios culturais imateriais "em necessidade urgente de proteção" elaborada pela Unesco, a agência da ONU para a educação e a cultura.

O yaokwa é a principal cerimônia do calendário ritual dos enawenê-nawê, povo indígena cujo território tradicional fica no noroeste do Mato Grosso.

O ritual, que marca o início do calendário enawenê, dura sete meses e é realizado com a saída dos homens para realizar uma pesca coletiva com o uso de uma barragem e de armadilhas construídas com cascas de árvore e cipós.

O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) registrou o ritual Yaokwa como bem cultural em 2010. Segundo dados da Fundação Nacional de Saúde (Funasa), o povo enawenê-nawê - que fala a língua aruak - é formado por cerca de 560 integrantes.

A partir desta quarta-feira, a comissão intergovernamental da Unesco pela salvaguarda do patrimônio cultural imaterial se reúne em Bali, na Indonésia, para avaliar os rituais e tradições indicados para ser protegidos. A reunião se encerra no próximo dia 29.

O Brasil país conta com dezoito bens inscritos na lista do Patrimônio Mundial da Unesco. Entre o patrimônio imaterial, dedicado a tradições orais, cultura e a arte populares, línguas indígenas e manifestações tradicionais, estão as Expressões Orais e Gráficas dos Wajãpis do Amapá e o Samba de Roda do Recôncavo Baiano.




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