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Romeu Queiroz pede à Justiça para trabalhar na própria empresa em MG

Pedido para que ex-deputado atue como gerente administrativo foi apresentado na tarde desta quinta-feira, 16

16 de janeiro de 2014 | 15h 08
Rene Moreira, especial para o Estado - O Estado de S. Paulo

Franca - O advogado Marcelo Leonardo apresentou à Justiça na tarde desta quinta-feira, 16 os documentos exigidos para que seu cliente, o ex-deputado federal Romeu Queiroz, possa trabalhar em sua própria empresa. Condenado por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no processo do mensalão, o parlamentar cumpre pena em regime semiaberto na Penitenciária José Maria Alkimin, em Ribeirão das Neves, na região metropolitana de Belo Horizonte.

Na quarta, 15 o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJ-MG) autorizou Queiroz a trabalhar fora, mas em instituições parceiras da Vara de Execuções Criminais e se houver vaga. Para atuar em uma empresa privada, como é o caso, será preciso a avaliação de um juiz. Por isso, a necessidade de apresentar documentos, como uma proposta da firma comprovando interesse no trabalho do preso. Nesse caso, a solicitação é para que o mensaleiro trabalhe como gerente administrativo em Belo Horizonte.

O advogado diz não ter expectativa sobre quando sairá a decisão e citou o caso de outro cliente seu, o publicitário Marcos Valério. "É impossível prever qualquer coisa. Veja você a situação do Valério, que obteve a transferência de Brasília para Belo Horizonte no dia 23 de dezembro, mas até hoje nenhum juiz assinou a liberação". De qualquer maneira, Leonardo acredita que Queiroz poderá atuar fora da cadeia, mesmo sendo na própria empresa. "Trabalho é trabalho em qualquer lugar", argumenta.

Horário. Queiroz já foi avisado sobre a decisão do tribunal e, segundo o advogado, quer mesmo trabalhar fora. Leonardo alega que a determinação libera seu cliente para sair da prisão às 6h e retornar somente às 20h. Ele estava no Presídio da Papuda, no Distrito Federal, tendo deixado o local no dia 23 de dezembro, ocasião em que foi transferido para a penitenciária em Ribeirão das Neves.

Ele cumpre pena de 6 anos e 6 meses por ter, segundo o Ministério Público, recebido mais de R$ 100 mil em propina para votar a favor de projetos governistas na época do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Também pesou contra ele a denúncia de que teria realizado operações para tentar esconder a origem do dinheiro.

Presos. Dos 17 condenados do mensalão que já estão preso, 9 cumprem pena no semiaberto, em que há a possibilidade de se trabalhar durante o dia. Por enquanto, contudo, apenas o ex-deputado Pedro Henry e o ex-tesoureiro do PL, Jacinto Lamas, obtiveram autorização para trabalhar. Médico por formação, Henry está trabalhando como coordenador administrativo do hospital particular Santa Rosa, em Cuiabá (MT), desde o dia 9. Pelo trabalho, o ex-parlamentar vai receber o salário de R$ 7,5 mil.

Já o ex-tesoureiro do PL, Jacinto Lamas, obteve nesta semana a autorização da Vara de Execuções Penais do Distrito Federal para trabalhar fora do presídio. Ele trabalhará como assistente administrativo na empresa Mísula Engenharia e deve receber um salário de R$ 1,2 mil mais vale-transporte vale-refeição no valor de R$ 11.

O pedido de trabalho de José Dirceu, preso na Papuda desde novembro, foi o que causou mais polêmica. Em novembro, o ex-ministro pediu autorização para trabalhar como gerente administrativo no Saint Peter Hotel, em Brasília, com salário de R$ 20 mil.

O petista, contudo, desistiu depois de uma série de notícias veiculadas na imprensa sobre a existência de um laranja residente no Panamá na constituição societária do hotel quatro estrelas.

Em dezembro, a defesa de Dirceu entrou com um outro pedido, dessa vez para que ele trabalhe na biblioteca do escritório de advocacia José Gerardo Grossi, com um salário de R$ 2,1 mil. Dentre os clientes do escritório de Grossi estão o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o deputado Eduardo Azeredo (PSDB-MG),

O ex-tesoureiro do PT, Delúbio Soares, também entrou com pedido para trabalhar na Central Única dos Trabalhadores (CUT), em Brasília.






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