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Rui Falcão rebate declarações de Bruno Covas: 'Oposição precisa ter projetos'

Presidente nacional do PT afirmou que seu partido busca a 'derrota política' dos adversários, 'e não liquidação, nem dizimação'; tucano disse que petistas querem 'dizimar' a oposição

27 de fevereiro de 2012 | 18h 06
Fernando Gallo, de O Estado de S.Paulo

O presidente nacional do PT, Rui Falcão, rebateu nesta segunda-feira, 27, as declarações do secretário estadual do Meio Ambiente de São Paulo, Bruno Covas, que pela manhã disse que o importante para o PSDB era combater o projeto petista de 'dizimar' a oposição.

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"Achamos que é importante, numa sociedade democrática como a brasileira, que exista oposição." - Tiago Queiroz/AE
Tiago Queiroz/AE
"Achamos que é importante, numa sociedade democrática como a brasileira, que exista oposição."

"Sou presidente nacional do PT. Se eu ficar comentando cada declaração de um secretário, de um candidato que desistiu do seu pleito depois de seis meses de campanha... Tenho coisas mais importantes no País com que me preocupar."

Bruno Covas anunciou nesta manhã que abriu mão de sua pré-candidatura a prefeito e anunciou apoio ao ex-governador José Serra na disputa municipal. Ao explicar a decisão, ele afirmou que a candidatura do ex-governador "faz frente ao projeto [petista] de dizimar o PSDB e as oposições com o controle da mídia e a instauração do chavismo no País".

Segundo Rui Falcão, o projeto do PT é de "derrota política" dos adversários, e não de "liquidação, nem dizimação". O presidente do PT concedeu uma coletiva nesta segunda-feira após a reunião da Comissão Eleitoral do partido.

"O PT tem um projeto de afirmar o modo petista de governar no País todo. Achamos que é importante, numa sociedade democrática como a brasileira, que exista oposição. Agora, a oposição também precisa ter projetos. Precisa ter rumo. A nossa ideia de disputa eleitoral é de derrota política dos nossos adversários, e não de liquidação, nem dizimação."

O presidente do PT afirmou que recebeu sem nenhuma surpresa a notícia da entrada de Serra na disputa. De acordo com Falcão, o PT "continua a fazer o que vinha fazendo, até porque já tinha essa previsão".




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