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Sarney diz que Lula e FHC foram à sua casa pedir apoio

Para presidente do Senado, é injusto dizer que ele apoia todos os governos

10 de outubro de 2011 | 17h 07
AE - Agência Estado

O presidente do Senado Federal, José Sarney (PMDB-AP), afirmou em entrevista ao jornal "Zero Hora" que já foi oposição durante muito tempo e acha injusto quando dizem que apoia todos os governos. "Não fui aderir ao ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Pelo contrário, ele foi à minha casa pedir o meu apoio. Da mesma forma, não fui aderir ao ex-presidente Lula. Ele foi à minha casa pedir o meu apoio. Portanto, acho injusto quando dizem que estou apoiando todos os governos. Solicitado a colaborar, não tenho me furtado a fazê-lo", disse, na entrevista.

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Sarney disse conversar raramente com Dilma - Ed Ferreira / AE
Ed Ferreira / AE
Sarney disse conversar raramente com Dilma

Ao jornal "Zero Hora", Sarney afirmou que raramente conversa com a presidente Dilma Rousseff, mas que ainda mantém contato com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Na entrevista, publicada nesta segunda-feira, 10, o presidente do Senado Federal afirmou que tem um "grande apreço" pelo ex-presidente Lula e que teve uma relação muito pessoal com o petista. "Eu tive uma relação muito pessoal com Lula. Ainda hoje ele me telefona, e eu ligo para ele", afirmou. "Eu tenho um grande apreço por Lula, acho que ele fez um grande governo. Sobre a presidente Dilma, ele disse que ela vem promovendo a continuidade sem continuísmo, "marcando seu estilo".

Ao minimizar o poder político que lhe é atribuído, Sarney disse que gostaria de ter 1% do poder que a mídia lhe atribui. "Estão conferindo a mim inclusive os invernos bons e os ruins. Eu acredito que pelo menos a seca do Rio Grande do Sul ainda não tenha sido atribuída a mim", afirmou. Ainda na entrevista, indagado se a demissão do peemedebista Pedro Novais, da pasta do Turismo, representou um desgaste para a imagem do PMDB, o senador respondeu: "Suspeitas de irregularidades sempre desgastam a imagem dos partidos, assim como a do próprio governo. Atualmente, temos uma absoluta facilidade de classificar supostas irregularidades antes mesmo que sejam apuradas. O mundo midiático em que vivemos permite que imediatamente se julgue, condene e estabeleça uma pena para as pessoas."



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