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Sarney e Simon podem disputar presidência do Senado

03 de dezembro de 2008 | 20h 03
CIDA FONTES - Agencia Estado

Ao decidir hoje disputar a presidência do Senado e não fechar acordo com o PT, que já lançou o senador Tião Viana (PT-AC) para o cargo, a bancada do PMDB resolveu marcar terreno. Apesar de adiar a escolha do candidato, o PMDB pôs à mesa da reunião da bancada dois nomes: senadores José Sarney (PMDB-AP) e Pedro Simon (PMDB-RS). A expectativa dos peemedebistas é de que Sarney responda logo se quer o cargo ou se abrirá caminho para a candidatura do senador gaúcho que, por sua vez, só recebeu elogios do ex-presidente e do senador Renan Calheiros (PMDB-AL) na reunião da bancada.

Surpreendentemente a decisão foi tomada por unanimidade pelos 20 senadores peemedebistas. Em nenhum momento da reunião, Sarney mencionou se é ou não candidato, mantendo o suspense. Mas, insistiu no discurso da estabilidade política e da necessidade de o PMDB ficar unido para ajudar o País a enfrentar a turbulência financeira. "A crise pode ser pior e vamos ter problemas", alertou. Simon conclamou o partido a assumir sua força e importância. "O PMDB está acanhado. E Michel está se humilhando sem necessidade", disse, se referindo à candidatura do deputado Michel Temer (PMDB-SP) ao comando da Câmara.

Independentemente da decisão dos senadores, o PT deve formalizar amanhã o apoio a Temer, cuja candidatura ainda não está consolidada. Os senadores do PMDB querem, com o gesto de hoje, se tornar referência nas articulações para a sucessão do senador Garibaldi Alves (PMDB-RN) que já estão em curso. Tião Viana reagiu com tranqüilidade à decisão do PMDB. "Acredito que o PMDB fará o entendimento com o PT no Senado", disse.

Nos bastidores, o líder do governo, senador Romero Jucá (PMDB-RR), havia iniciado uma negociação com Tião pela qual a primeira vice-presidência ficaria com o líder do PMDB, Valdir Raupp (RO) e a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) com Garibaldi Alves, que também é reivindicado por Demóstenes Torres (DEM-GO).


  


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