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Saudada como presidente em SP, Dilma convoca aliados

07 de novembro de 2009 | 11h 53
ANNE WARTH E CAROLINA FREITAS - Agencia Estado

Vestida de vermelho dos pés à cabeça, a pré-candidata do PT à Presidência da República em 2010, ministra Dilma Rousseff, foi saudada ontem em São Paulo por aliados como a próxima presidente do País. O evento no Centro de Convenções do Anhembi marcava a abertura do 12º Congresso do PCdoB, mas acabou emprestando palco a uma convocação geral da base aliada em nome da união de forças pela candidatura de Dilma nas próximas eleições.

Em um momento de caça a apoios políticos para 2010, tanto por petistas quanto por tucanos, a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e de oito ministros foi uma forma de prestigiar um importante aliado do PT nas eleições. Lideranças como a ex-prefeita Marta Suplicy, o presidente do partido, deputado Ricardo Berzoini, e o líder do PT no Senado, Aloizio Mercadante (SP), também marcaram presença na cerimônia.

Em um esforço para mostrar unidade no PT em torno da escolhida de Lula, Berzoini cumprimentou Dilma como "aquela que será a primeira mulher presidente da República". Ele fez um apelo à plateia de mais de 800 militantes comunistas: "Com o PCdoB construiremos a unidade que vai levar Dilma à Presidência".

Apesar dos problemas internos que enfrenta em alguns Estados onde dirigentes estão mais ligados à oposição, como em São Paulo e Pernambuco, o PMDB também mandou um representante diretamente do Rio de Janeiro. O governador Sérgio Cabral reiterou o apoio do partido à Dilma e saudou a ministra como "a futura presidenta" do País. Em nome do PDT, o deputado federal Vieira da Cunha partiu para o ataque aos antecessores de Lula, em especial ao ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB). "Essa nuvem de gafanhotos não voltará, ministra Dilma Rousseff."

Aplausos

A cada citação do nome de Dilma ao microfone, erguia-se da plateia um coro de aprovação e aplausos. Por pelo menos cinco vezes o público bateu palma, de pé, para a fala os oradores. Simpáticos e receptivos, Lula e Dilma atraíram dezenas de pessoas que se aglomeraram em frente ao palco para fotografá-los e filmá-los.

Num discurso de 30 minutos - "longo demais para uma pré-candidata", como observaria Lula em seguida -, Dilma atacou a oposição e conclamou os aliados para a "tarefa histórica" de dar continuidade à administração petista. "Agora que as transformações pelas quais sempre lutamos começam a se aprofundar, não iremos deixar que elas escapem das nossas mãos, das mãos calejadas do povo brasileiro", disse. "É fundamental a união de forças. Todos os partidos da base têm um papel muito importante. Vocês estão sendo desafiados a continuar e a fazer avançar esse projeto generoso de Brasil."




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