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Sem candidato, PT-SP quer unir partidos para disputa do Estado

Projeto para tentar tirar o PSDB do governo paulista inclui consolidação do grupo de nove partidos de oposição

25 de novembro de 2009 | 11h 19
Gustavo Porto, da Agência Estado

Reeleito presidente do PT de São Paulo para um mandato de mais três anos a partir de janeiro, o ex-prefeito de Araraquara Edinho Silva disse nesta quarta-feira à Agência Estado que a prioridade agora é a construção da tática eleitoral do partido para 2010 no Estado. "Temos que construir em São Paulo condições para que a pré-candidatura da Dilma (Rousseff) tenha uma sustentação forte e também de um projeto alternativo para o Estado", afirmou.

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O projeto para tentar tirar o PSDB do governo paulista inclui a consolidação do grupo de nove partidos de oposição em uma coalizão para disputar as eleições e ainda a escolha do candidato à sucessão do governador José Serra (PSDB). "A prioridade é elaborar um programa de governo e manter um espaço de diálogo para caminharmos juntos", disse. "Se houver uma agenda cujos rumos sejam definidos por esse coletivo, a chance de consolidarmos um campo político em São Paulo é grande", completou Edinho.

Antes defensor de uma candidatura petista ao governo paulista, o presidente do PT no Estado admite que outros partidos dentro do grupo de oposição coloquem nomes para a disputa. "O PT seguirá construindo um nome e penso que os partidos aliados também poderão apresentar nomes para que possamos escolher o melhor para São Paulo", afirmou. Diante do fraco desempenho dos pré-candidatos de oposição nas pesquisas eleitorais, o governo federal trabalha para que o deputado Ciro Gomes (PSB-SP) seja uma alternativa de oposição em São Paulo. Só que Ciro mantém a posição pessoal pela pré-candidatura a presidente da República.

Sobre a votação na qual manteve mais de 90% dos votos válidos do Estado, Edinho disse que ela mostra a união do partido. "Foi preciso essa votação para que as pessoas, ao contrário de tudo que se falou, vissem que o PT paulista está unido para construir a tática eleitoral em 2010", concluiu.(Gustavo Porto)


  


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