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Sem Lula, Dirceu e Dilma são estrelas da festa de 28 anos do PT

Comemoração causou rombo nas contas do partido, que arrecadou R$ 90 mil com a festa desta quarta-feira

13 de fevereiro de 2008 | 21h 34
Ana Paula Scinocca e Vera Rosa, de O Estado de S. Paulo

Sem a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, as estrelas da festa de 28 anos do PT, na noite desta quarta-feira, 13, em Brasília, foram a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, e o seu antecessor no cargo, José Dirceu, cassado pela Câmara em novembro de 2005.

 

Vestida com um terno azul claro e dez quilos mais magra, Dilma roubou a cena, tirou fotos e deu autógrafos para vários petistas. Nome mais forte para a sucessão de Lula em 2010, Dilma parecia em plena campanha. "Sou popular", dizia ela toda vez que era abordada por um companheiro.

 

A poucos metros da chefe da Casa Civil, Dirceu, com fios de cabelos implantados no Recife, também despertava as atenções e disputava os holofotes. A CPI dos cartões corporativos foi o assunto preferido da festa. "Se a oposição quer instalar uma CPI em Brasília, por que não faz uma em São Paulo?", perguntava Dirceu, um dos mais animados na pista de dança.

 

Para Dirceu, ao tentar investigar os gastos da família do presidente Lula, a oposição quer apenas fazer a disputa política com o PT. "Isso é campanha eleitoral de 2008, com o único objetivo de atingir o governo e a família do presidente", afirmou o deputado cassado, que hoje responde a inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF) acusado de chefiar a quadrilha do mensalão.

 

No outro canto do salão da Associação Atlética Banco do Brasil (AABB), o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, concordou com Dirceu. Na sua avaliação, o PSDB quer "esculhambar" o governo ao tentar ameaçar obstruir as sessões no Congresso caso não consiga os principais postos de comando na CPI. "Se a oposição quer controlar a CPI só está interessada na presidência e na relatoria, que faça então uma CPI em São Paulo para investigar o governo Serra", afirmou Bernardo.

 

Mesmo com sete ministros na festa, incluindo o titular da Pesca, Altemir Gregolim - um dos recordistas de gastos no uso cartão corporativo -, a comemoração do PT foi morna e a ausência de Lula despertou curiosidade. Ao contrário do presidente, os principais protagonistas do escândalo do mensalão não faltaram como os deputados Paulo Rocha (PA) e José Genoino (SP), além do ex-deputado José Mentor.



Tópicos: PT, José Dirceu

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