Senado aprova piso de R$ 950 para professor do ensino básico
Projeto de Cristovam Buarque segue para sanção do presidente; valor deve ser implantando no País até 2010
O Senado aprovou na noite da última quarta-feira, 3, em votação simbólica, o projeto que estabelece o piso de R$ 950 para professores da educação básica da rede pública de ensino. A proposta, agora, vai à sanção presidencial. Segundo o projeto do senador Cristovam Buarque (PDT-DF), o piso salarial nacional será implantado em todo o País, de forma gradual, até 2010. O piso de R$ 950 é uma antiga reivindicação da categoria. O valor deverá ser pago para professores com carga horária de 40 horas semanais. De acordo com a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), existem mais de 5 mil pisos salariais diferentes para a categoria, variando entre R$ 315 e R$ 1.400. Está prevista no projeto a complementação da União para os entes federados que não atingirem o valor de piso nacional. A categoria temia que as eleições municipais e o recesso branco do Congresso Nacional pudessem adiar a aprovação da medida. O projeto foi aprovado na Câmara em maio. Para acelerar a apreciação da matéria, o PL foi apreciado hoje em duas comissões do Senado - Educação e Constituição e Justiça - e seguiu em regime de urgência para o plenário. Mais verba O Senado também aprovou na pultima quarta proposta de emenda constitucional (PEC) que obriga a União a destinar integralmente à Educação 18% da receita, acabando, portanto, com a chamada Desvinculação de Recursos da União (DRU) para o setor. Atualmente, com a DRU, o governo usa 20% desses 18% para o superávit primário, reduzindo os investimentos na Educação. A líder do PT, senadora Ideli Salvatti (SC), autora da PEC, afirmou que nos últimos 12 anos cerca de R$ 72 bilhões deixaram de ser aplicados na educação por conta da DRU. Segundo a petista, a previsão de perda este ano é de R$ 7,7 bilhões. "Isso representa o dobro dos recursos que a União aportará no Fundo da Educação Básica (Fundeb)", afirmou.
Aprovada nos dois turnos depois de acordo entre governo e oposição, a emenda segue agora para a Câmara. "Investir em Educação e Saúde é trocar o gasto público, no mínimo duvidoso, para o gasto em qualidade", ressaltou o líder do DEM, senador José Agripino (RN). O senador Cristovam Buarque comemorou o resultado, acrescentando que ao longo dos anos a União fez uma "vampiragem" do dinheiro destinado à Educação.
Mesmo se a PEC for aprovada pelos deputados, os senadores pretendem aprovar um projeto de lei complementar para regulamentar sua aplicação e estabelecer a desvinculação gradativa. Uma das propostas em discussão prevê que 10% dos 20% serão desvinculados em 2009, 5% em 2010, e no exercício de 2011 a verba será aplicada integralmente.
Siga o @EstadaoPolitica no Twitter
- 01 Petrobras busca reajuste de combustíveis via ...
- 02 Serra chama de 'lixo' livro sobre ...
- 03 Para bispo, ministra da Secretaria das ...
- 04 Japão mobiliza 900 soldados para ...
- 05 Retrospectiva 2011: Terremoto e tsunami matam ...
- 06 Mercadante quer dar bônus para escola que ...
- 07 PT reage a FHC: 'Disputa ideológica sobre ...
- 08 Irã bloqueia acesso ao Google e a outras ...
- 09 Presidente do PT critica privatizações ...
- 10 Para Marta, aliança entre Haddad e Kassab em ...
Grupo Estado
- Copyright © 1995-2011
- Todos os direitos reservados










