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Senado corta idas ao Rio, mas não restringe uso de passagens

Enquanto a Câmara anuncia restrição ao uso de passagens, senadores ficam livres para agir 'com a consciência'

16 de abril de 2009 | 12h 42
Eugênia Lopes, de O Estado de S. Paulo

Após o anúncio da Câmara, a Mesa Diretora do Senado também decidiu cortar as duas passagens aéreas para o Rio de Janeiro a que os senadores têm direito. Com o corte, a expectativa é que os gastos com passagens aéreas caiam dos atuais R$ 1,3 milhão por mês para R$ 975 mil mensais. "Deverá haver uma economia entre 25% e 30% com as passagens aéreas", disse o senador Heráclito Fortes (DEM-PI), primeiro-secretário do Senado. Cada senador terá direto a cinco passagens aéreas por mês. Os líderes e integrantes da Mesa que tinham uma cota maior também ficarão com cinco passagens mensais.

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A Mesa do Senado manteve, no entanto, a permissão para que os senadores usem sua cota de passagens como bem entender: poderão dar passagens para cônjuge, filhos, parentes, correligionários e assessores. "A passagem é para o parlamentar. Caberá ao senador agir de acordo com sua consciência. Quem cometer irregularidade que assuma a responsabilidade", afirmou Heráclito.

O senador poderá usar ou dar para um indicado a passagem para o exterior. A Mesa também regularizou o uso da cota de passagem e da verba indenizatória, que corresponde a R$ 15 mil por mês, para que os senadores possam alugar aeronaves e barcos. Mas o aluguel de jatinho e embarcações só poderá ocorrer dentro do estado do senador.




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