Senadores da oposição explicam saída de CPI da Petrobrás
'Estão desmoralizando e destruindo isto que é um instrumento da minoria', disse Álvaro Dias
Os senadores Antonio Carlos Magalhães Junior (DEM-BA), Álvaro Dias (PSDB-PR) e Sérgio Guerra (PSDB-PE) marcaram para esta terça-feira, às 12 horas, no gabinete da liderança do PSDB no Senado, entrevista coletiva para anunciar que abandonaram a CPI da Petrobrás. Pouco depois, às 14 horas, está marcado na comissão de inquérito o depoimento do presidente da estatal, José Sérgio Gabrielli.
"Desta farsa não participaremos. O que está acontecendo naquela comissão é a destruição de um instrumento fundamental do parlamento que é a comissão de inquérito. Estão desmoralizando e destruindo isto que é um instrumento da minoria", disse o senador Álvaro Dias à Agência Estado, ao anunciar a desistência na semana passada.
Durante a coletiva, o senador Álvaro Dias também deve apresentar as representações que preparou para encaminhar ao Ministério Público com informações coletadas durante os poucos meses de investigação.
Criada em agosto, a CPI da Petrobrás ainda tem prazo para funcionar até fevereiro, mas ainda este mês, o relator da CPI, senador Romero Jucá (PMDB-RR), deve apresentar seu parecer, que deve isentar a estatal de irregularidades. Jucá também deve propor dois projetos de lei ordinária. Um tratará de um novo marco regulatório para reger as licitações feitas pela Petrobras. A outra proposta regulamentará a mudança de regime de tributação no meio do ano em situações de crise financeira.
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