ir para o conteúdo
 • 

Patrocinado por

Você está em Notícias > Política

Senadores discutem em reunião sobre desocupação em Pinheirinho

Aloysio Nunes (PSDB-SP) acusou Suplicy (PT-SP) de politizar episódio em ano eleitoral; em resposta, e aos gritos, petista classificou ação de 'barbaridade'

23 de fevereiro de 2012 | 13h 18
Rosa Costa, da Agência Estado

BRASÍLIA - Audiência pública na Comissão de Direitos Humanos do Senado (CDH) com moradores retirados da comunidade de Pinheirinho, em São José dos Campos (SP), e representantes do Ministério das Cidades e da Secretaria-Geral da Presidência da República, acabou provocando bate-boca entre senadores.

Veja também:
link Direitos humanos vira 'arma' em ano eleitoral

Suplicy discute com senador tucano sobre desocupação - Geraldo Magela/Ag. Senado
Geraldo Magela/Ag. Senado
Suplicy discute com senador tucano sobre desocupação

Os senadores Aloysio Nunes Ferreira (PSDB) e Eduardo Suplicy (PT), ambos de São Paulo, se desentenderam no início da audiência. Aloysio Nunes acusou os senadores petistas Suplicy e Paulo Paim (RS), presidente da comissão, que estava ausente, de politizarem o episódio para favorecer o partido nas eleições municipais. Como argumento, lembrou que nada foi feito com relação às desocupações ocorridas no Distrito Federal e na Bahia, cujos governadores são do PT.

"É um procedimento unilateral que visa a instrumentalizar a comissão por partidos políticos, no caso o PT, e outros grupos como o PSTU que o usa para terceirizar seu radicalismo". Aloysio Nunes chamou os líderes comunitários do movimento de "parasitas", atribuindo a eles a radicalização, "o circo", dias antes da reintegração da posse da área. "Tinha gente querendo brincar de insurreição, pseudorrevolucionários prontos para radicalizar". O senador informou que o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, não mandou representantes para a comissão para desarmar a iniciativa de explorar politicamente o episódio.

O senador Eduardo Suplicy protestou e, aos gritos, pediu que Aloysio Nunes tivesse a "dignidade de ver as cenas de barbaridades que aconteceram no local". "Pode gritar a vontade, (senador Suplicy), que não me impressiona", reagiu o tucano. Aloysio lembrou que Suplicy relatou casos de violência no plenário uma semana depois da ação, depois de tomar conhecimento do que aconteceu por assessores de seu gabinete.




Siga o @EstadaoPolitica no Twitter

Embate Gilmar Mendes x Lula ganha contornos de quase crise institucional

  • Embate Gilmar Mendes x Lula ganha contornos de quase crise institucional
  • Haddad quer corredor de ônibus na 23 de Maio
  • Ex-pintor não sabia que poderia ter acesso ao Bolsa Família