Serra evita criticar Dilma e privilegia promessas no Rio
Depois de um início de campanha com trocas de farpas entre os dois principais adversários na corrida presidencial, o candidato do PSDB, José Serra, evitou criticar Dilma Rousseff (PT) e privilegiou as promessas de ações nas áreas de segurança, educação e saúde, passando pelos mutirões de prevenção à hipertensão ao combate ao crime organizado. Durante uma caminhada em Bangu, na zona oeste do Rio de Janeiro, Serra citou iniciativas tomadas por ele no governo de São Paulo e na prefeitura da capital paulista.
Entre as oito promessas feitas por Serra, em menos de dez minutos, está a criação de um milhão de vagas em um novo programa de bolsa de estudos para o ensino técnico, o ProTec, nos moldes do Programa Universidade Para Todos (ProUni). "Conversei com um jovem hoje e ele me disse que é importante o treinamento profissional para a juventude. Temos que ter ensino técnico em grande quantidade e, por isso, vamos manter o ProUni e criar o ProUni do ensino técnico", afirmou o candidato.
Serra viajou de trem da Central do Brasil (centro) até Bangu, acompanhado pela primeira vez do seu candidato a vice, deputado federal Indio da Costa (DEM-RJ). No trajeto de 55 minutos, o tucano cumprimentou passageiros e ouviu reivindicações, enquanto o deputado fluminense aproveitou para se apresentar aos eleitores, apesar de estar em sua base eleitoral.
Evitando criticar diretamente o governo Lula e opositores políticos, José Serra adotou um discurso de ampliação da atuação do governo federal e de conciliação de partidos adversários. "No governo, eu trabalho com todo mundo, independentemente da carteirinha partidária. A gente tem que trabalhar para as pessoas, para as famílias", disse.
O candidato do PSDB voltou a afirmar que o Brasil precisa de policlínicas para reduzir as filas nos hospitais públicos, de um Ministério da Segurança e de mais investimentos em educação. "Não adianta só o trololó, ficar dizendo isso e aquilo. Temos que valorizar o professor e seu treinamento.
Serra defendeu também o adiamento das discussões sobre as mudanças do Código Florestal, cujo debate, para ele, "não tem cabimento no calor de uma campanha eleitoral". "Acho que temos que esperar o próximo governo para fazer um projeto duradouro e responsável, que permita compatibilizar o meio ambiente com o desenvolvimento", afirmou o candidato.
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