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Serra rebate Dilma e defende meta ambiental ambiciosa

Governador se manifestou após ministra pedir revisão na emissão de CO² com vistas a crescimento de 5% a 6%

14 de outubro de 2009 | 14h 30
Carolina Freitas, da Agência Estado

O governador de São Paulo, José Serra (PSDB), contrapôs-se nesta quarta-feira, 14, à intenção da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff (PT), de tornar menos ambiciosa a meta de redução de emissão de gases poluentes no País.

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"Os juros siderais e o câmbio mega-hiper-valorizado são muito piores para o desenvolvimento do que qualquer medida de defesa do meio ambiente", afirmou o tucano após evento da Secretaria de Estado da Saúde, na capital paulista.

"Já é uma discussão ultrapassada essa de que cuidado com o meio ambiente e crescimento econômico são incompatíveis", opinou o governador. Serra e Dilma são possíveis adversários nas eleições presidenciais do próximo ano.

Em reunião na terça-feira, 13, em Brasília, a ministra opôs-se à meta do titular do Meio Ambiente, Carlos Minc, de reduzir em 80% o desmatamento da Amazônia e de congelar as emissões de gás carbônico nos padrões de 2005. Dilma disse ser favorável à manutenção da meta de desmatamento, mas solicitou uma nova projeção, levando em conta um crescimento econômico de 5% a 6% ao ano. O estudo do Ministério do Meio Ambiente prevê crescimento de 4%.

Serra, por sua vez, sinalizou que deve sancionar a lei estadual que institui a Política Estadual de Mudanças Climáticas, aprovada na terça-feira na Assembleia Legislativa paulista. O texto estipula meta de redução das emissões de gás carbônico em 20% até 2020, em relação aos níveis de 2005.

"É uma lei importante, pioneira no Brasil e útil de ser levada em conta no momento em que a questão está dentro do debate nacional", disse. "Aqui em São Paulo, no que depende da gente, estamos fazendo. Acho que o Brasil pode fazer também. É perfeitamente possível."


  


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