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Serra segue tática histórica do PSDB para inaugurações

Nos últimos 4 mandatos, 14 das 15 estações de metrôs concluídas foram inauguradas em ano de eleição

08 de fevereiro de 2010 | 13h 35
Agência Estado

"Daqui pra frente é assim: uma inauguração atrás da outra". A frase do ator Dan Stulbach que encerra a mais recente propaganda na TV sobre a "temporada" de entrega de novas estações da Companhia do Metropolitano de São Paulo (Metrô) retrata calendário político que tem sido adotado pelos governos do PSDB no Estado desde a gestão Mário Covas (1995-2001): inaugurar as obras em ano eleitoral. Das 15 estações concluídas nos últimos quatro mandatos, 14 foram inauguradas no ano em que o governador esteve em campanha. A última delas - Estação Sacomã da Linha 2-Verde, na zona sul -, foi feita há dez dias pelo governador José Serra, provável candidato tucano ao Planalto.

Até o fim de março, antes do prazo final para desligar-se do cargo, caso concorra a presidente, Serra pretende inaugurar outras duas estações na Linha 2 e duas da nova Linha 4-Amarela entre as avenidas Paulista e Faria Lima, ambas em fase final de acabamento. Ainda este ano, haverá mais quatro inaugurações.

Todo cronograma é destacado pela peça publicitária apresentada pelo ator e produzida pela agência do publicitário Duda Mendonça, que tem contrato semestral com o Metrô no valor de R$ 14 milhões. A publicidade das obras e qualidade do transporte subterrâneo é divida com a agência MPM Propaganda, que recebe R$ 11 milhões por seis meses.

Ao todo, Serra pretende entregar neste ano eleitoral nove estações, mais do que nas duas campanhas do ex-governador Geraldo Alckmin - foram seis em 2002, quando se reelegeu, e duas em 2006, quando perdeu a disputa ao Planalto para Lula -, e na de Mário Covas à reeleição em 1998 - cinco.

''Tradição''

Segundo o historiador Marco Antonio Villa, "é tradição desde o restabelecimento das eleições diretas (1989) deixar tudo (inaugurações) concentrado no período pré-eleitoral e a população já se acostumou com isso". Para ele, isso faz parte de estratégia política do governante-candidato para tentar conquistar mais votos. "Certamente tem efeito positivo, porque se repete sempre nas esferas municipais, estaduais e federais".


  


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