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Serra: uso da máquina tornará eleição mais difícil

05 de julho de 2010 | 19h 43
CAROLINA FREITAS E LUCI RIBEIRO - Agência Estado

O candidato do PSDB à Presidência, José Serra, disse hoje que as eleições deste ano serão mais difíceis para o seu partido do que as de 2006. Segundo o tucano, a dificuldade está em fazer frente a um esperado uso da máquina pública por parte do governo federal a favor da candidata do PT, Dilma Rousseff. "Não diria que a eleição é mais custosa (que em 2006), mas é mais difícil por causa de toda a mobilização da máquina governamental em todo o País", disse o tucano, em entrevista ao visitar a Feira Internacional da Moda em Calçados e Acessórios (Francal), na capital paulista.

O PSDB declarou hoje, no registro de candidatura, que a campanha de Serra terá teto de gastos de R$ 180 milhões, valor 120% superior ao reservado para a campanha de 2006, que foi de R$ 81,9 milhões. "É uma estimativa de gasto, mas não pode ser levada ao pé da letra, é teórica", afirmou.

Serra voltou a defender o candidato a vice-presidente da sua chapa, o deputado federal Indio da Costa (DEM-RJ), escolhido às pressas pelo partido aliado na semana passada. Questionado sobre o desconhecimento do eleitor acerca do nome do vice, o tucano reagiu: "E conhecem o Temer? E o vice da Marina, sabem quem é? Qual é o nome dele? Quem sabe aí?", disse, em referência ao deputado federal e presidente licenciado do PMDB, Michel Temer, vice de Dilma, e ao empresário Guilherme Leal, vice de Marina Silva, do PV.

Perguntado se confiaria o País a Indio da Costa caso deixasse a Presidência, Serra respondeu: "Olha, se eu o escolhi, é porque sim. Agora, vejam bem, eu tenho boa saúde. Não vamos aqui botar olho (gordo)."

Serra fez questão de comparar a experiência nas urnas de Indio com a de Temer. "O próprio Michel Temer foi eleito praticamente na repescagem de votos. O Indio da Costa foi eleito com uma votação muito alta, já disputou quatro eleições e comandou uma batalha tão importante na vida política do Brasil, como o projeto Ficha Limpa", ressaltou.

Para mostrar confiança no vice, o tucano chegou a propor debates entre os candidatos a vice e provocou a candidata do PT. "Será que o vice da chapa PT-PMDB vai adotar o mesmo procedimento da candidata, que tem evitado não só debates, mas depoimentos, com a palavra livre, para dizer o que bem entende?"




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