Serra: venda da Nossa Caixa prioriza investimento social
O governador de São Paulo, José Serra (PSDB), disse hoje que a venda da Nossa Caixa para o Banco do Brasil (BB) significa a priorização de investimentos na área social. "Estamos deixando de ter um banco comercial para dar prioridade a outros investimentos", disse o governador. Serra afirmou que nunca foi favorável à idéia de que governos estaduais tenham bancos comerciais.
Dos R$ 5,386 bilhões que o Estado receberá do BB, R$ 1 bilhão será destinado à criação da agência de fomento do Estado de São Paulo, que vai financiar investimentos para pequenas e médias empresas. O órgão terá capital fechado, uma estrutura enxuta, com 50 funcionários, e o contato com os clientes será feito por meio do BB.
Segundo ele, os outros cerca de R$ 4 bilhões terão como prioridade a infra-estrutura de transportes, com o foco na expansão do Companhia do Metropolitano de São Paulo (Metrô), no aumento da qualidade dos trens metropolitanos, que serão transformados em metrô de superfície, em estradas vicinais e na construção de acessos rodoviários aos municípios.
O governador disse ainda que criará a rede de hospitais de reabilitação Luci Franco Montoro, que seguirá os moldes da rede Sarah Kubitschek. Além disso, Serra prometeu ampliar os investimentos no ensino técnico e tecnológico, reaparelhar as polícias Civil, Militar e Científica, construir fóruns judiciários e expandir o alcance do Programa Água Limpa em todo o Estado.
Moeda de troca
Serra qualificou como "bobagem" a idéia de que o acordo de venda da Nossa Caixa ao BB tenha incluído como moeda de troca a renovação das licenças de concessão das usinas da Companhia Energética de São Paulo (Cesp), que vencem em 2012. A não renovação destas licenças resultou no fracasso da privatização da companhia. Ele disse que o ministro da Minas e Energia, Edison Lobão, está coordenando um grupo de trabalho sobre o tema, que terá uma decisão em dois meses.
Serra afirmou que o projeto que autoriza a venda Nossa Caixa ao BB será enviado no início da próxima semana à Assembléia Legislativa e que confia na aprovação da proposta sem alterações, embora a Casa tenha autonomia para realizá-las. "Acredito que a aprovação se fará nos melhores termos."
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