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Sigilo telefônico de Adeildda será entregue ao Ministério Público

Decisão da Justiça obriga 3 operadoras a entregar histórico de ligações telefônicas da servidora

08 de setembro de 2010 | 13h 14
Leandro Colon

BRASÍLIA - O sigilo telefônico da servidora Adeildda Ferreira dos Santos será entregue ao Ministério Público Federal. Segundo informações obtidas pelo Estado, a Justiça Federal já autorizou a quebra dos dados telefônicos da funcionária do Sepro, acusada de envolvimento na violação dos dados fiscais do vice-presidente do PSDB, Eduardo Jorge, e mais três tucanos, numa agência da Receita em Mauá. A decisão da Justiça obriga três operadoras de telefonia celular a entregar o histórico de ligações telefônicas da servidora entre agosto e dezembro do ano passado.

Veja tabém:
linkSigilo fiscal de genro de Serra também foi violado
link Advogado diz que Adeildda 'só cumpria ordens'

A Polícia Federal e o Ministério Público Federal esperam que esses dados contribuam para investigar o envolvimento da funcionária no episódio. Partiu do computador dela, na agência da Receita em Mauá, a violação dos dados fiscais, no dia 8 de outubro, de Eduardo Jorge e de Luiz Carlos Mendonça de Barros, Ricardo Sérgio de Oliveira e Gregório Preciado, todos vinculados ao alto escalão do PSDB. Na manhã daquele mesmo dia, os dados de Verônica Serra, filha de José Serra, foram acessados do mesmo computador, conforme revelou o Estado na segunda-feira, 6. Adeildda nega ligação com o caso e diz que seu computador foi usado por outras pessoas.

A PF já analisa o computador da funcionária. Os dados de Eduardo Jorge foram parar num dossiê que passou pelas mãos de membros da campanha de Dilma Rousseff (PT) à Presidência. O episódio derrubou o jornalista Luiz Lanzetta, que deixou em junho a campanha da petista por ligação com o caso.




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