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Símbolo do declínio cubano, porto revive com investimento brasileiro

Obra de quase US$ 1 bilhão, financiada em sua maioria pelo BNDES, tem objetivo de transformar Porto de Mariel em um dos maiores da América Latina.

31 de janeiro de 2012 | 6h 39

Uma parceria entre Brasil e Cuba pretende transformar o Porto de Mariel, a 40 km de Havana, em um dos maiores da América Latina.

A presidente Dilma Rousseff visita nesta terça-feira o local, que deve se tornar o principal símbolo do recente processo de abertura econômica da ilha.

Serão investidos, em quatro anos, US$ 957 milhões, dos quais US$ 682 milhões (71%) financiados pelo BNDES (Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social). Trata-se da maior obra em Cuba desde que, em 1959, Fidel Castro liderou a Revolução que o levou ao poder e instaurou o socialismo no país.

Três décadas atrás, o Porto de Mariel foi o local de partida de cerca de 125 mil cubanos que deixaram a ilha caribenha rumo aos Estados Unidos em 1980 atrás de melhores condições de vida e acabou tornando-se um símbolo da derrocada da economia cubana.

O êxodo precedeu o declínio do então maior parceiro econômico de Cuba, a União Soviética, e teve o dedo do presidente Fidel Castro, que, diante de uma onda de invasões da embaixada peruana por cubanos desejosos de emigrar, declarou que todos que quisessem abandonar a pátria poderiam fazê-lo.

A migração em massa dos "marielitos", como ficaram conhecidos, prejudicou as ambições de reeleição do então presidente americano Jimmy Carter quando se descobriu que parte do grupo era integrada por presos e doentes mentais cubanos.




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