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Simon é contra a volta de Renan à presidência do Senado

17 de janeiro de 2013 | 15h 02
RICARDO BRITO - Agência Estado

O senador Pedro Simon (RS), um dos fundadores do PMDB, disse hoje, em entrevista à Agência Estado, ser contra a volta do líder do seu partido, Renan Calheiros (AL), à Presidência do Senado, a partir de fevereiro. Para Simon, não seria a hora de um nome como o dele comandar o Congresso. Renan renunciou ao cargo em 2007 para evitar a cassação do mandato em plenário, depois de denúncias de ter patrimônio maior do que o declarado.

Simon, que disse não querer entrar em um confronto com Renan, defendeu que os senadores independentes e a oposição lancem uma única candidatura para se contrapor à do líder peemedebista. Para ele, um só nome na disputa "galvaniza os esforços". O PSDB rechaça apoiar o senador do PSOL Randolfe Rodrigues (AP) e tem insuflado o nome do senador do PDT Pedro Taques (MT).

O senador gaúcho disse que uma eventual crise política poderia ser evitada se os pares escolherem um presidente que "representasse a tranquilidade, as modificações que devem ser feitas e precisam ser feitas". "Eu acho que o Congresso tinha de achar um nome. O Renan já foi presidente do Senado e em meio a um processo de cassação ele renunciou à Presidência para não ser cassado. Não seria a hora de um nome como o dele. Seria o momento de o PMDB apresentar um nome que integrasse todo mundo. Se for ele, eu não voto nele", afirmou.

Para Simon, "é muito claro que ninguém quer fazer um movimento de oposição ao governo federal, de oposição à presidente Dilma Rousseff". "O que se quer, dentro do possível, é fazer um movimento de Congresso revigorado. O manifesto do Cristovam Buarque é uma proposta muito clara de mudança", afirmou, referindo-se ao documento divulgado na terça-feira, que cobra uma série de mudanças legislativas e administrativas no funcionamento do Senado.

O senador do PMDB disse que enquanto o Supremo Tribunal Federal vem se consolidando como um importante poder da República o Congresso não cumpre seu papel de fazer as "leis fundamentais" que o País precisa, como as reformas política e tributária. Ele disse que falta autoridade ao Legislativo ao criticar o Judiciário quando atua em vácuos deixados pelo Congresso. "Quando o Supremo regulamentou que perde o mandato o parlamentar que muda de partido, tomou uma atitude que era nossa. Nós perdemos a autoridade de fazer", afirmou.




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