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segunda-feira, 5 de janeiro de 2009, 19:34 | Online
Substitutos de senadores não têm ligação com eleitores
Eles são indicados pelos partidos e, na maioria das vezes, são escolhidos os que financiam a campanha
Rosa Costa - de O Estado de S.Paulo
Hoje 17 das 81 vagas do Senado são ocupadas por suplentes. O número chegou a ser maior no ano passado, com 21 suplentes, o que corresponde a mais da quarta parte do Senado e só encontrou correspondência na época da ditadura, quando o tão presidente Ernesto Geisel nomeou um senador biônico entre os três representantes dos Estados.
E a situação não deve mudar, a julgar pela avaliação do relator da proposta de emenda à Constituição que restringe um pouco os critérios na escolha dos suplentes, senador Demóstenes Torres (DEM-GO). O texto foi aprovado na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) dia 9 de abril do ano passado. E desde então está engavetado. O presidente da Casa, Garibaldi Alves (PMDB-RN), afirma que os líderes se recusam a incluir a matéria na pauta de votação. O que, na prática, quer dizer que o trabalho da comissão está inutilizado.
Para Demóstenes, são muitos os senadores que querem manter o atual sistema, apesar de se negarem publicamente a admitir o fato."Não vejo vontade política na Casa", lamentou o relator. "Essa é uma daquelas matérias que o Senado não quer aprovar e nem pode rejeitar porque enfrentaria um desgaste frente à sociedade, então fica na gaveta".
A proposta reduz de dois para um a suplência e proíbe a indicação de parentes do titular para o vaga. Os que assumirem quando a vaga decorrer da ocupação de outro cargo ou por morte, só ficarão até a próxima eleição- ainda que municipal - quando o Estado vai eleger um novo titular. Mas continua inalterada a situação dos que ocuparem a vaga quando os titulares optarem pelos cargos de ministros e secretários. Eles só sairão se os titulares reassumirem o mandato.
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