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Suspeitos de desviar R$ 10 mi do Banrisul ficarão presos

Os três estavam com prisão temporária, mas como se recusaram a cooperar com a investigação

03 de setembro de 2010 | 18h 04
WALMARO PAZ - Agência Estado

A Justiça gaúcha decretou hoje a prisão preventiva de três suspeitos detidos ontem durante a Operação Mercari realizada por uma força-tarefa da Polícia Federal, Ministério Público Estadual e Ministério Público de Contas. Eles são acusados do desvio de R$ 10 milhões da área de marketing do Banco do Estado do Rio Grande do Sul (Banrisul) nos últimos 18 meses. Os três estavam com prisão temporária, mas como se recusaram a cooperar com a investigação afirmando que somente falariam em juízo, tiveram decretada a prisão preventiva.

A governadora Yeda Crusius, em entrevista como candidata do PSDB à reeleição no Rio Grande do Sul, no programa de televisão Bom Dia Rio Grande, da RBS, criticou hoje o superintendente da Polícia Federal, Ildo Gasparetto, por ter comparado o caso da Operação Mercari com a operação Rodin e de não ter incluído a Polícia Civil gaúcha na força-tarefa. Ela insinuou que estaria sendo feito uso político da investigação.

Estão presos na PF o superintendente de marketing do Banrisul Walney Fehlberg, o representante da agência de publicidade SLM Gilson Stork e o diretor da DCS Armando D''Elía Neto. A PF continua investigando documentos e computadores. O delegado Gasparetto lembrou que o caso continua em segredo de Justiça.

O montante de dinheiro que estava nas agências e nas residências dos três acusados já foi apurado e contabilizado pelos investigadores. Eram, ao câmbio atual, R$ 3,4 milhões.


  


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