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Testemunha de crime contra jornalista morre no MA

14 de fevereiro de 2013 | 17h 34
ERNESTO BATISTA - Agência Estado

Uma das testemunhas arroladas no processo de investigação do assassinato do jornalista Décio Sá - Ricardo Santos Silva, o Carioca - morreu na manhã desta quarta-feira em um hospital público na capital maranhense, São Luís. Apontado como uma das principais testemunhas da trama que levou ao homicídio do jornalista, Carioca levou sete tiros de pistola calibre .380 em um atentado, com características de crime de encomenda, ocorrido em 3 de janeiro deste ano, e vinha se recuperando na UTI do Hospital Estadual Carlos Marcieira (HCM), para onde foi levado a pedido da família, que alegou incapacidade de arcar com os custos do tratamento médico.

O secretário Adjunto de Inteligência e Assuntos estratégicos da Secretaria de Segurança Pública do Maranhão, Laércio Costa, afirmou que a morte da testemunha trará prejuízos para a investigação, porque ele poderia confirmar várias informações colhidas pela Polícia Civil maranhense. "Ele era um "arquivo vivo", por isso sua morte foi encomendada", disse Costa. Segundo a Polícia, Carioca fazia parte da mesma organização criminosa que operava esquemas de jogo ilegal, agiotagem e pistolagem em que atuavam os mandantes do assassinato de Sá - Glaúcio Alencar Pontes Carvalho, 34, também acusado de agiotagem.

De acordo com a investigação, teria sido Carioca quem avisou Gláucio sobre o plano de Fábio dos Santos Brasil Filho, 33, para matá-lo. Como reação, Gláucio mandou executar Fábio Brasil, em Teresina (PI). A divulgação do envolvimento do agiota neste assassinato levou à trama que vitimou o jornalista. Ricardo Silva Santos tinha várias pedidos de prisão, entre eles por participação em homicídios e assaltos na cidade de Duque da Caxias, no Rio de Janeiro. No Maranhão, era acusado de participar, em 2009, do atentado contra Antônio Marcos Bezerra Miranda, prefeito de Bom Lugar, município distante 500 quilômetros de São Luís.

Além destes crimes, Carioca ainda era suspeito de comandar algumas das principais casas de bingo clandestinas na capital maranhense e de financiar a produção de caça-níqueis, cuja a renda serviria para financiar homicídios encomendados.




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