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Transexual que ganhou visto após denunciar rede não pretende voltar ao Brasil

Piauiense passou três anos se prostituindo em Roma até denunciar rede de tráfico de pessoas.

13 de setembro de 2010 | 13h 15

Mesmo sabendo da iniciativa do Ministério das Relações Exteriores para encorajar a volta de brasileiros que vivam em situação de risco no exterior, um transexual piauiense que ganhou visto de permanência na Itália após denunciar uma rede de prostituição afirma que não pretende retornar ao país.

C. A., de 28 anos, mora há quatro anos em Roma, onde desembarcou de forma ilegal em 2006, levado por uma rede de prostituição.

Segundo afirmou à BBC Brasil, ele pagou 12 mil euros (cerca de R$ 26 mil) à rede para entrar ilegalmente no país europeu.

Depois de ter passado cerca de três anos se prostituindo na Itália, C. A. decidiu denunciar a rede às autoridades, beneficiando-se da legislação que concede visto de permanência no país às vitimas que denunciarem quadrilhas de tráfico de seres humanos e redes de prostituição.

Após a denúncia, C. A. passou um período em um centro de identificação e expulsão de imigrantes irregulares e depois foi levado para uma casa de acolhimento temporário da associação italiana Ora D'Aria, especializada em assistência a vítimas de abusos, sobretudo transexuais.

C. A. deve permanecer no local até conseguir um emprego e alcançar autonomia financeira.




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