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Tucanos podem ficar sem PTB na capital

Trabalhistas articulam com PMDB um vice para Chalita na corrida à Prefeitura; vaga também interessa ao DEM, outro aliado do PSDB

16 de janeiro de 2012 | 22h 35
Julia Duailibi, de O Estado de S.Paulo

Sob a ameaça de perder o apoio do DEM na eleição deste ano para a Prefeitura de São Paulo, o PSDB assiste agora à possível migração de outro partido aliado para uma candidatura "adversária". O PTB articula aliança com o PMDB, do deputado federal Gabriel Chalita, pressionado pelos líderes nacionais da legenda.

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Em dezembro, Chalita participou de encontro da bancada do PTB num hotel em Brasília. Foi à reunião acompanhado do senador Gim Argello (PTB-DF), entusiasta da aliança com o PMDB. Argello é amigo de Chalita e conhece o deputado da Canção Nova, rede de TV católica.

O deputado também esteve com o presidente nacional do PTB, Roberto Jefferson, no final do ano passado. O petebista deu aval para discutir uma eventual aliança entre as duas legendas.

O PTB pleiteia a vice de Chalita e um dos cotados para o cargo é o deputado Arnaldo Faria de Sá, que está no sexto mandato e poderia fazer um contraponto à imagem de Chalita, que tem 42 anos e está no primeiro mandato como deputado federal.

O PMDB também tem na mira o DEM, outro aliado dos tucanos. Com o patrocínio do vice-presidente, Michel Temer, o partido negocia a vice na chapa de Chalita. Em troca, o PMDB se dispõe a apoiar candidaturas do DEM pelo País. A ação conta ainda com a simpatia dos democratas paulistas.

Na mesa de negociação, o PMDB colocou a coligação na chapa de vereadores. Os líderes do partido lembram que em 2004 fizeram a aliança com o PT na proporcional e conseguiram eleger 6 vereadores. Na eleição de 2008, não fecharam o acordo com os tucanos, que apoiaram apenas na majoritária, e emplacaram apenas três parlamentares.

Segundo líderes do PSDB, a ação dos partidos aliados não incomoda o governador Geraldo Alckmin, já que o tucano é próximo de Chalita e não vê com maus olhos a candidatura do aliado, que foi seu secretário de Educação (2003 a 2006).

Entrave. A aliança PTB-PMDB precisa , no entanto, do aval do deputado estadual Campos Machado, presidente petebista em São Paulo. Ele defende o lançamento de candidatura própria, encabeçada pelo presidente da seção paulista da OAB, Luiz Flávio Borges D’Urso. Petebistas lembram que, na eleição de 2004, Jefferson conseguiu convencer o PTB a apoiar Marta Suplicy (PT), apesar da proximidade de Campos com o PSDB.

Temer e o deputado estadual Baleia Rossi, presidente do PMDB no Estado, devem conversar com Campos sobre a possibilidade dessa aliança.

O petebista chegou a ser candidato a vice na chapa de Geraldo Alckmin, na disputa municipal de 2008. Costumava chamar o governador de "irmão". Nos últimos meses, investidas do governo paulista no Detran, área na qual Campos tem influência, acabaram estremecendo essa relação.

DEM. O Palácio dos Bandeirantes acha que é possível manter o apoio do DEM ao candidato tucano. A legenda detém o comando da Secretaria de Desenvolvimento Social, mas pode ter ganhar uma pasta de peso maior na reforma do secretariado prevista para fevereiro.

Além do DEM, os tucanos têm como foco o PP, do neoaliado Paulo Maluf. As duas siglas são donas do quarto e quinto maiores tempo de TV, respectivamente, atrás de PT, PMDB e PSDB.




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