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Uma happy hour, só faltou o champanhe

Análise de Marcus Figueiredo, cientista político

30 de outubro de 2010 | 15h 33
O Estado de S.Paulo

Os candidatos estavam muito parecidos. Na maior parte do debate, concordavam com o diagnóstico dos problemas em questão e com a solução. As diferenças neste caso eram puramente tópicas, sem nenhum confronto, principalmente no que se refere a saúde, segurança, educação e geração de empregos.

As divergências só apareceram quando se falou de trabalho, carga tributária e financiamento da agricultura familiar. E essas diferenças ficaram claras pela opção de Dilma Rousseff pela linha de fortalecimento das micro e pequenas atividades em todas as áreas produtivas. Em contraposição, José Serra respondeu, sobre o mesmo tópico, com questões macro, destacando o volume de impostos cobrados no País. Infelizmente, não entraram no debate as questões candentes, como pré-sal, privatização e posição do Brasil no cenário internacional.

Finalmente, os candidatos se diferenciaram sobre as respectivas posições para gerir o Brasil. Enquanto Serra enfatiza a sua capacidade individual, Dilma apresenta um projeto coletivo partidário. Só faltou o Bonner oferecer o champanhe.




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