Alan de Carvalho
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Vereador diz levar vida de príncipe com dinheiro público

Rodson Lima afirma que todos os políticos viajam como dinheiro público

Antonio Carlos Garcia, de Agência Estado

21 Outubro 2011 | 17h08

O vereador de Taubaté (SP) Rodson Lima (PP), 49, afirmou, em Aracaju, que está na capital sergipana "tendo uma vida de príncipe". Hospedeado no Aquarius Hotel, na praia de Atalaia, Lima está na cidade para o XVIII Encontro da Associação Brasileira das Escolas do Legislativo de Contas (ABEC), cujo tema é planejamento estratégico. Em sua página no Facebook, o vereador diz que comemora o fato de estar hospedado em um hotel três estrelas, com tudo pago com dinheiro público. Segundo ele, todos os políticos viajam como dinheiro público.

"A presidente Dilma Roussef estava na África com o dinheiro público. Senadores viajam com qual dinheiro? Com o público. Só que eles não têm coragem de falar isso. Eu quis falar, então pessoas maldosas não entenderam e acabaram distorcendo o que eu disse. Sou eternamente grato, porque é o povo que me proporciona isso", disse o vereador.

Apesar de já está inelegível e respondendo a 14 processos na Justiça Eleitoral, Rodson Lima, afirmou que se o povo de Taubaté desejar, ele será reeleito novamente. Rodson já é vereador há 14 legislaturas. "Sou oriundo da classe baixa, tenho um escritório, ambulância, caminhão de mudança para o povo. Sou caminhoneiro, estou vereador. Eu seria um demente se fosse escarnecer desse povo que me ajuda", disse.

"Aracaju é muito melhor que eu esperava. Povo hospitaleiro, sol ardendo", destacou. Rodson ressaltou que a cidade é muito hospitaleira e que pretende retornar com a família.

Questionado se era o príncipe personagem de Exupéry (O Pequeno Príncipe) ou de Maquiavel (O Príncipe), Rodson foi taxativo: "Eu sou o de Exupéry que se tornou um grande príncipe. Ele descobriu que o mundo não é tão pequeno como ele pensava. Que o mundo tem coisas boas, como Aracaju e Sergipe". O vereador disse que usou o transporte coletivo e ficou impressionado com o sistema integrado, em que o passageiro pode pagar apenas uma passagem e circular por toda cidade, desde que pare dentro dos terminais.

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