Visita de Ahmadinejad gera protestos no Rio e Brasília

Entidades ligadas a movimentos civis e religiosos organizam manifestações contra o líder iraniano

AE, Agencia Estado

22 Novembro 2009 | 08h04

 

Cerca de 800 pessoas estiveram na Praia de Ipanema para protestar contra a visita do presidente do Irã

 

SÃO PAULO - Entidades ligadas a movimentos civis e religiosos protestam neste domingo, 22, e segunda-feira no Rio e em Brasília, contra a visita do presidente Mahmoud Ahmadinejad e as violações dos direitos humanos no Irã. Os manifestantes, organizados na recém-criada Frente pela Liberdade no Irã (FLI), pedirão que o governo cobre explicações do presidente iraniano, que será recebido amanhã pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

 

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Cerca de 800 pessoas estiveram neste domingo na Praia de Ipanema, no Rio de Janeiro para protestar contra a vinda ao Brasil do presidente do Irã. A passeata reuniu nesta manhã, debaixo de um calor de 35 graus, diversos grupos judaicos, do movimento negro, em defesa dos direitos das mulheres, a União Cigana, o Grupo Arco-Íris (de defesa dos homossexuais) e até mesmo um integrante da Sociedade Beneficente de Desenvolvimento Islâmico.

 

Levando cartões vermelhos e apitos, os manifestantes reclamaram da falta de liberdade e democracia do governo iraniano, da negação do Holocausto, por parte de Ahmadinejad, bem como defenderam a tolerância religiosa. Acompanhados pelo som do grupo Filhos de Gandhy, caminharam pela pista fechada da praia. No fim, soltaram, de uma enorme gaiola, bexigas brancas que levavam mensagens como "liberdade sexual", "direito das mulheres", "paz".

No domingo passado, aconteceu a primeira rodada de manifestações, com protestos em 15 Estados. Além de grupos israelitas, judeus, minorias iranianas, integram o movimento grupos de homossexuais, de negros e outras organizações sociais.

Em manifesto redigido pela entidade, eles acusam Ahmadinejad de impor restrições sobre a liberdade de expressão, de associação e de reunião, de perseguir e torturar ativistas dos direitos humanos, de executar crianças, de negar o Holocausto, de tentar acabar com Israel e contrariar acordos internacionais ao desenvolver estudos de armas nucleares. "O manifesto resume os motivos que levaram grupos distintos a se reunir para protestar contra a possibilidade de o governo brasileiro buscar acordos com o Irã, sem que sejam expostas as reprimendas pelas políticas extremistas do visitante. O Brasil tem o compromisso de explicitar ao governo do Irã que não apoiamos sua ações internas", diz o documento. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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