O bar de tapas que conseguiu fazer muito carioca desviar da costumeira rota de botequins pegou a ponte aérea. Depois de se instalar no Leblon e em Ipanema, na próxima quarta-feira, 30, o ¡Venga! abre unidade em São Paulo, na Vila Madalena.
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Não em qualquer rua, não em qualquer número. Está bem em frente ao Astor, que não chega a ser um concorrente - o Venga é mais um filhote da Cia. Tradicional de Comércio, cuja guarda será compartilhada pelos criadores da grife, Daniel Oelsner e Fernando e Roberto Kaplan.
A Cia. flertava com o Venga desde sua abertura, em abril de 2009. Com o boom dos bares de tapas em São Paulo - e um terreno vago na rua Delfina -, não foi difícil firmar parceria. "O Venga é o que procurávamos. Faz uma cozinha casual, não alta gastronomia", conta Edgard Bueno da Costa, da Cia. Tradicional.
Imaginou um típico bar de tapas? Daqueles em que se come em pé, espremido, e não importa seu nome? Não exatamente. Também não se parece com as unidades do Rio que, apesar de não terem alma de boteco, são miúdas.
O Venga paulistano é, afinal, um empreendimento da Cia. Tradicional. Com tamanho pelo menos quatro vezes maior que o da unidade original e pé-direito alto, tem salão com cozinha aberta e integrada, um grande balcão com 20 lugares, mais 25 mesas e uma área de espera ao ar livre - para quem já aguardou horas de pé na calçada em frente à casa do Leblon, um luxo.

Já a decoração é fiel à das unidades cariocas, com iluminação baixa e jamones pendulares. O projeto é de Chicô Gouvêa (arquiteto também do bar Jobi).
À mesa, tapas clássicas e suas releituras, como o pulpo a la gallega, polvo confitado com batata e páprica; os "huevos locos", o ovo poché com musseline de batata; a porchetta com redução de vinho; e os mini-churros sem recheio, servidos com uma caneca de chocolate quente. O jamón? Pata negra, de Huelva, na Andaluzia, curado por 24 meses, como manda a cartilha.
O cardápio é idêntico ao original, elaborado por Fernando Kaplan, que passou um mês na Espanha visitando bares de tapas. A cozinha ficará a cargo de Martinho Freire, ex-Astor, Pirajá e Lanchonete da Cidade.
Haverá poucas mudanças. Entram mais vinhos na carta e surge uma carta só com coquetéis à base de cava e jerez. E, no cardápio do fim de semana, para agradar ao paulistano habituado a almoços fartos, uma licença poética: entram "tapas mais consistentes" - leiam-se 'asados', como carne de porco com favas.
ONDE FICA
¡Venga!. Rua Delfina, 196,V. Madalena, 3097-9252