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Cíntia Bertolino

 
 

O novo chocolate da Valrhona, o Macaé, nasceu na França, mas suas raízes são indiscutivelmente brasileiras. Há algum tempo havia a intenção de criar um Grand Cru de origem brasileira com a grife Valrhona.

As pesquisas em busca de um bom cacau começaram em 2007, no sul da Bahia. "Acreditamos que para fazer um bom chocolate é preciso ter bom cacau", disse Jean-Luc Grisot, diretor geral da empresa francesa, ao Paladar. O Macaé Pure Brazil já é conhecido na Europa, Japão e Estados Unidos desde o ano passado e estará à venda por aqui a partir do próximo dia 10 - mas só para profissionais.

Produzido em pequena escala, sai da fábrica em Tain-L’Hermitage quase em edição limitada. Mas, graças à boa aceitação, a produção deve aumentar no próximo ano. "Ficamos felizes com o sucesso. Vários pâtissiers importantes, como Pierre Hermé, já usaram", diz.

O Paladar foi o primeiro a provar o Macaé. O chocolate tem 62% de cacau, é bem frutado e com discreto amargor. Possui delicado aroma amadeirado e suave doçura. Custa R$ 50 o quilo.

Depois do Macaé, a Valrhona agora procura produtores de cacau de outros Estados brasileiros, como o Pará, para criar um novo chocolate de origem. "Há uma boa perspectiva para o futuro do cacau fino no Brasil. Quem investir em qualidade não terá problemas", diz Christophe Henry, da Valrhona Internacional.

ONDE COMPRAR

Valrhona Chocolat

Al. Lorena, 1.818, Jd. Paulista. 3068-8899. De 2ª a sáb.. 10h/22h; dom., 14h/20h.

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