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Anna Angotti & Demian Takahashi: Ainda que o tutano do Ici ocupe o meu pódio pessoal de melhor entrada de São Paulo, tive que me render à pressão do Demian pelo voto nas coxinhas de rã: "É como dizem: lembra frango, só que a carne é muito mais delicada, elástica, tem mais sabor...", ele tentava argumentar. "Tá bom, tá bom, eu voto, mas só se você parar de comparar com frango, porque as coxinhas de rã são mil vezes mais gostosas. Com esse creminho de alho, então...". E assim ele me encurralou: me fazendo defender a rã sem perceber, com unhas e dentes.

Blog Alho, Passas e Maçãs: Tem coisas que já deviam nascer juntas: rã e alho, por exemplo. E nem é porque tenho alho no codinome. Mas algum geneticista precisava dar um jeito e reuni-los para sempre. Ou um Ferran Adrià tupiniquim e genérico podia garantir que as rãs nascessem com alguma espuma ou fumaça de alho entranhada. Enquanto isso não acontece, bons cozinheiros percebem que o casamento é para sempre e servem um prato como essas quatro coxinhas de rã com delicioso creminho de alho e azeite de cebolinha. O resultado tem tudo para ser ótimo, mas depende do gosto das rãs, que é um tanto irregular: às vezes, a carne é muito saborosa; às vezes, é insípida. Já comi algumas bastante boas no Marcel, mas, infelizmente, na visita em que as provei para o prêmio, faltava gosto ao prato.

Braulio Pasmanik: Não sei se pela cultura de boteco brasileira, mas minha referência para coxinhas de rã, é muito alho e pouca frescura, justamente o contrário do prato, que apresenta um molho de alho delicado demais, que quase desaparece na carne que aliás apresentava uma textura emborrachada.

Jacques Trefois: Prato bem apresentado. As coxinhas bem secas, nada gordurosas. A textura estava deploravelmente desagradável, totalmente "chiclete", provavelmente devido ao congelamento do produto. Destoa da bela apresentação. Delicado o molho de alho.

Janaina Fidalgo: Crocantes por fora, com ótima textura interna, macia. Casavam perfeitamente com o azeite de cebolinha, complemententado pela acidez do vinagrete de tomate. O molho de alho era bem aromático, mas meio irrelevante no sabor.

Luiz Américo Camargo: A textura talvez elástica além do desejável compromete este clássico francês de sabor agradável, acompanhado por um purê de alho devidamente amansado.

Luiz Horta: Com a ausência do chef, o prato estava correto mas sem grande sabor e sem a eloquencia habitual.

Neide Rigo: As coxinhas de rã estavam suculentas por dentro, crocantes por fora, com tempero gostoso e arrumadas no prato com harmonia. Só estavam um pouco frias.

Patrícia Ferraz: A coxinha estava macia e bem saborosa, servida com creme de alho com azeite e cebolinha fresca.

Roberto Smeraldi: Se você for um fã de coxinhas de rã, até que deve gostar, pois elas são bem preparadas, nada a reclamar. Mas decididamente confirmei que acho as coxinhas, em si, sem menor graça. Quanto ao creme de alho... é de alho mesmo?

Silvio Giannini: Estas pequenas mas bem torneadas coxinhas me seduziram seriamente e, por pouco, não alcançaram o primeiro lugar. Empanadas com delicadeza, fritas corretamente com óleo novo e à altíssima temperatura, chegam à mesa tentadoramente "bronzeadas". É um convite à compulsão. O pequeno osso femural exposto está pronto para o gatilho. Servida sobre um levíssimo creme de alho, que lhe faz ótima companhia, deixaram sinceras saudades. Os clássicos souflês do Marcel já têm companhia segura na minha memória gustativa.

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