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Roberto Fonseca - O Estado de S.Paulo

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Um dos países mais bem representados em termos cervejeiros nas prateleiras brasileiras, a Bélgica ganhou mais duas receitas por aqui, com a chegada da marca Straffe Hendrik - ou "Henrique Forte" -, produzida em Bruges pela De Halve Maan ("a lua crescente", em português), cervejaria do mesmo grupo familiar desde 1856.

Com 11,2% de teor alcoólico, a Quadrupel tem no aroma boas notas de frutas escuras, malte caramelo, toffee e um quê condimentado. Na boca, além desses elementos, aparecem também a levedura e o álcool (que gera calor na boca, mas não a ponto de incomodar). E, ao contrário de outras quadrupels, que pecam pela doçura excessiva, como a da holandesa La Trappe, a produção da Straffe Hendrik tem final bem seco e de malte torrado, o que a torna menos "cansativa".

O produtor defende que o alto teor alcoólico e a refermentação na garrafa permitem que a Quadrupel seja armazenada por alguns anos, com evolução de aromas e sabores.

Criada em 1981 para celebrar a inauguração da estátua de São Arnaldo - padroeiro dos cervejeiros - em Bruges, a Straffe Hendrik Tripel, com 9%, segue outra trilha. Apesar das boas notas condimentadas e cítricas típicas do estilo, tem um residual adocicado acima de outras produções mais conhecidas. Vale uma degustação lado a lado com marcas como Westmalle, Tripel Karmeliet e Gouden Carolus para tirar a dúvida.

Importadas pela Beer Legends (www.blgd.com.br), as Straffe Hendriks devem custar cerca de R$ 22 a garrafa de 330 ml.

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