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Ninguém precisa sair fazendo pegadinhas para todos os sommeliers do mundo depois de aprender as lições do crítico de restaurantes do jornal francês Le Figaro, François Simon.

A ideia é outra: se divertir com os melhores trechos das Lições 13 e 14, Como Esnobar um Sommelier, capítulo do livro Como se Fazer Passar por um Crítico Gastronômico Sem Saber Nada - 50 Lições para Ser Bem Tratado num Restaurante (Albin Michel editor, 2001). A obra não foi publicada em português.

Escolha um vinho do qual saiba tudo. Deixe o sommelier ir falando. No primeiro vacilo (sempre há um), ferre o infeliz.

Finja que está em dúvida e peça ajuda. “Só para conferir: este vinho é de uva de colina ou de planície?â€
Dê uma de detetive Colombo, pergunte de chofre: “Este premier cru, é de uvas colhidas à mão ou à máquina?â€

Aeração é um campo escorregadio. Aproveite. Se o sommelier aconselhar arear o vinho no copo, argumente, com um sorriso superior, que a bebida se “abriráâ€melhor na garrafa. Se ele sugerir na garrafa, exija no copo.

Deixe sobre a mesa um bloquinho com anotações, de preferência ilegíveis, e consulte-o com impaciência. Respeito garantido, distância mantida.

Com um ar de cumplicidade, assinale para o sommelier os erros de ortografia da carta

Esta é fácil, mas sempre eficaz: “Como, não tem Muscadet?!†(Para não falhar, confira antes a carta...)

Se o sommelier estiver confiante demais, fique à espreita. Um erro ao tirar a rolha, uma gota na toalha, madame não foi servida primeiro... e você para no meio a frase que está dizendo. O folgado estará desestabilizado pelo restante do jantar.

Volúpia suprema (e perversa): “Por favor, me deixa abrir este Margaux 47?â€

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