Toda segunda-feira à tarde, a casa da empresária Patricia Federighi é tomada pelo cheiro de bolo assando. O ritual, claro, se repete em outras ocasiões. Mas segunda é dia de bolo de banana, o preferido do doutor Álvaro Federighi, marido de Patricia. Foi com esse cheiro gostoso que a equipe do Paladar foi recebida.
"Acabei de tirar do forno, ainda está quente", avisa a cozinheira Maria Nilza Teles, a Nilza. "É bem simples, mas ótimo para acompanhar o café ou o chá", diz ela, quase se desculpando pela praticidade da receita. E conta que para chegar àquele resultado, um bolo fofo, leve e alto, testou a receita três vezes. Descobriu que ficaria melhor bater a massa em duas etapas e pôr duas colheres de fermento em vez de uma, como pedia a versão original. Para finalizar, uma generosa porção de açúcar com canela.
Nilza nasceu em Nova Redenção, na Bahia, e veio para São Paulo em 1975, aos 17 anos. "Aprendi a me virar e a cozinhar muito cedo", conta. Trabalhou em diferentes casas e por 15 anos foi balconista e gerente em uma padaria. Mas gostava mesmo de ficar na cozinha. Era comum chegar mais cedo para fazer pães, bolos, doces, salgadinhos. "Cozinhar para mim é terapia, nunca fiz cursos. Sou curiosa mesmo. Vejo alguém preparar e faço igual." Foi assim com o quibe assado, o suflê de goiabada e a torta de banana.
O sonho de Nilza era ter na carteira de trabalho o registro de cozinheira. Conseguiu. E se orgulha por fazer uma refeição completa, da entrada à sobremesa, com agilidade.
"O pessoal aqui adora meu bacalhau, o fundo de alcachofra, as tirinhas de frango com cenoura e shoyu, a coxinha e o merengue de morango, o preferido das filhas de dona Patricia", lista Nilza. "Tem também o risoto de camarão e os peixes que faço na praia. As crianças dizem que sou a deusa da cozinha", diz a cozinheira.
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Bolo de banana por Maria Nilza Teles