LEVEZA - Irmãs mantêm tradição do pastel virador
Tem gente que se amontoa na janela das irmãs Stábile, em Paraibuna, querendo ver o pastel que vira sozinho. E quem vê não resiste, logo pede um. O pastel fez fama no Vale do ParaÃba, mas não reina absoluto: disputa as atenções com o pastel de angu de São Luiz do Paraitinga, também muito popular. Qual é o melhor? Prove os dois.
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Feito de farinha de milho, o pastel que vira sozinho – elas apostam que é por causa da leveza – é uma criação de Nicolau Stábile, avô de Terezinha, Maria de Lourdes, Maria Aparecida e Bernadete, que hoje comandam a Pastel do Manezinho (R. Padre Antônio Pires do Prado, 3, Paraibuna, tel. 12 3974-0370). Mas quem tornou o pastel famoso foi Manoel, o pai delas, já falecido. Não é um pastel comum. A massa leva farinha de milho amarela e farinha de trigo; o recheio pode ser queijo ou carne (geralmente as sobras do fogado). A crosta é durinha, crocante, mas a massa é amolecida, com textura próxima à da tortilla mexicana. Só é feito nos fins de semana – quem quiser comer fora de época tem de encomendar.
O pastel de angu de São Luiz do Paraitinga, ao contrário, pode ser encontrado todos os dias no Mercado Municipal da cidade em que nasceu o cantor ElpÃdio dos Santos. A mistura leva farinha de milho e polvilho doce, conta Fátima Santos, que faz e vende seu pastel ali há 27 anos. Ela aprendeu a preparar a receita com a mãe. "O segredo é o polvilho doce", garante. Deve-se misturar a farinha com água fervente, polvilho e sal até ficar macia. Depois, é só passar no óleo e no ovo, acrescentar carne ou queijo e fritar. O pastel é gostoso, mas vá com calma: sustenta bem e rápido.