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Patrícia Ferraz

 

Quem já provou não quer saber de outro. A carne é firme, espessa, suculenta, bem vermelha, com delicada doçura natural e baixíssima acidez. O san marzano tem a fama de ser o melhor tomate do mundo. Deu vontade de comer um destes, bem madurinho, só com sal e um fio azeite? Esqueça. Lugar de san marzano é na lata - sem pele e sem semente. Ou na panela do molho.

Para receber o selo de autenticidade do Consorzio San Marzano, o tomate precisa reunir duas características: ser cultivado na área de Denominação de Origem Protegida (D.O.P), que se estende pelas províncias de Salerno, Nápoles e Avelino, uma região de solo vulcânico, muito rico em nutrientes e levemente mais quente que o de outras regiões, o que favorece o cultivo, e ser enlatado na D.O.P.

A variedade surgiu perto da cidade de San Marzano sul Sarno, em 1902, resultado do cruzamento de três espécies populares (Fiascona, Fiaschella e Rei Umberto). Nos anos 20 e 30 já era conhecida em toda a Europa. Mas mesmo com toda a fama, o san marzano não escapou das melhorias genéticas, nos anos 70 e 80, quando uma praga atingiu os cultivos que já vinham sendo reduzidos por causa do custo elevado de produção - muito delicado, tem de ser colhido à mão.

Foi sendo substituído por híbridos e no fim dos anos 80 estava quase extinto. Começou a ser recuperado nos anos 90, graças ao trabalho de agrônomos de um centro de pesquisa que localizaram plantações que ainda possuíam algumas plantas originais e a partir delas iniciaram processo de recuperação da espécie. A área foi declarada D.O.P em 1996.

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