A cerveja de trigo alemã, ou weissbier, começou a aparecer nos bares e mercados de São Paulo em 2001 e hoje está em segundo lugar em popularidade entre os paulistanos, só perdendo para as pilsens. Atualmente já é possÃvel encontrar dez marcas de cerveja de trigo importadas da Alemanha - há representantes de outras nacionalidades e nacionais feitas por microcervejarias, mas as alemãs continuam sendo as preferidas. O estilo tem seu ritual, com copo e modo de servir próprios.
Como a oferta de weissbiers por aqui já é suficiente para deixar o consumidor confuso, o Paladar resolveu juntar especialistas e cervejas do estilo disponÃveis na cidade e fazer uma avaliação para ajudar na escolha. Elas foram testadas à s cegas por quatro jurados.
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Separando o trigo do joio
Embora cervejas com trigo na receita existam há milhares de anos, a tradição da weissbier na Alemanha (onde nasceu a versão moderna do estilo) começou pela Baviera, em 1520, trazida da Boêmia (atual República Checa).
Segundo o cervejólogo Ronaldo Morado, autor da Larousse da Cerveja (com lançamento previsto para este mês), o termo weiss originalmente se aplicava a cerveja clara. "As cervejas até então eram escuras, as poucas claras que havia foram chamadas weissbiers - ou cerveja branca - independentemente do cereal utilizado."
Há outra versão para o nome, segundo Herbert Schumacher, dono da microcervejaria gaúcha Abadessa. "O weiss tem relação com a espuma branca formada no alto dos tanques de fermentação, que em algumas cervejarias são abertos."
No século 19, surgiu a pilsen e as cervejas de trigo começaram a perder espaço. Elas só "renasceram" nos anos 1960. Até então, era raridade encontrá-las fora do sul da Alemanha. Não há razão oficial para a retomada. Mas quem quiser arriscar palpites pode começar a pensar no assunto diante de um copo cheio de weissbier, de preferência acompanhado por um prato de salsichas brancas de vitela e mostarda doce.