A Torrontés é a uva branca mais plantada na Argentina e costuma dar vinhos alegres, bons para bebericar nos dias de verão pelos que gostam de brancos aromáticos, que lembram aqueles feitos com os vários tipos da uva Moscato.
Veja as fichas dos vinhos:
LEONARDO TORRONTÉS 2007
ALAMOS TORRONTÉS 2007
COLOMÉ DE SALTA
CRIOS DOMÍNIO DEL PLATA TORRONTÉS
Os vinhos são tão frutados e aromáticos que podem até dar a impressão de serem doces, mas costumam ser secos. São três os clones da Torrontés - Riojana, Sanjuanina e Mendoncina - e ela pode ser encontrada em todas as regiões vinícolas da Argentina.
Os melhores costumam vir de Cafayate, nos Valles Calchaquies, em Salta, uma zona bastante alta nas fraldas dos Andes, bem ao norte de Mendoza, com vinhedos em grande altitude, em torno de 3 mil metros, dos mais altos do mundo.
Esta altitude é muito propícia à manutenção do frescor e da acidez das uvas, pois a região tem intensa insolação, mas noites bem frias. O clima é muito saudável para o plantio de uvas, pois o índice pluviométrico é bastante baixo (curiosamente, a cidade de Cafayate é cortada pelo Trópico de Capricórnio, o mesmo que passa pela Grande São Paulo).
Embora existam uvas de nomes semelhantes na Galícia e na Ilha da Madeira, a Torrontés pode ser considerada nativa e característica da Argentina, onde é usada para elaboração de vinhos de vários tipos. Não há similares em outros países.
A Torrontés Riojana, chamada assim por causa da região argentina de La Rioja, que fica entre Mendoza e Salta, é considerada a melhor e mais difundida e ocupa mais de 8 mil hectares no país.
A enóloga Susana Balbo me disse há anos que a Torrontés era fruto de um cruzamento natural, que aconteceu espontaneamente nos vinhedos, entre a Moscato de Alexandria e a Criolla Chica, uma uva mais do que tradicional, introduzida nas Américas pelos padres missionários e também chamada de Missión.
Mais recentemente, testes de DNA feitos pela Universidade de Davis, na Califórnia, confirmaram essa hipótese nos casos da Torrontés Riojana e Torrontés Sanjuanina. É a ciência provando o que o aroma deixa mais do que evidente.
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