A ciência encontra a cultura pop
VIAGEM NO TEMPO: Depois de Lost, roteiristas passaram a usar teorias científicas para embasar mistérios, formando uma geração de telespectadores sabidos
Gráficos e teoremas: Fringe (acima) e FlashForward (abaixo) seguiram Lost ao lidar com manipulação do tempo e realidade paralela
Físicos e cientistas podem até não concordar com todas as teorias propostas por Lost, mas não se pode duvidar de que a série foi responsável por aproximar o telespectador médio da ficção científica, gênero antes restrito a um público iniciado, e contribuiu para que alguns conceitos da Física e da Matemática entrassem na moda. É fato que séries como Além da Imaginação (décadas de 50 e 80) e Arquivo X (década de 90) até chegaram a popularizar o sci-fi na TV. Mas foi apenas agora, ao beber na fonte das novas mídias, que os mistérios, que ficavam mais complicados a cada episódio, puderam ser amplamente discutidos e as teorias desenvolvidas.
Confira outras matérias do TV:
Te vejo em outra vida, brother
Desfecho deve levantar mais questões
'Talvez vivamos num incrível mundo de sci-fi'
Jorge Garcia, o Hurley de 'Lost' diz ter chorado no último dia de gravação
Quando The End, o episódio derradeiro de Lost, acabar, resta a dúvida: como fica esse telespectador que já ganhou intimidade com termos como viagens no tempo, universos paralelos, força eletromagnética e constante X variável?
Pois ao longo desses seis anos, embalados pela repercussão de Lost, roteiristas americanos trataram de criar tramas de mistério. Nessa leva estão: Invasion e Surface (de 2005, já canceladas), Fringe (2008), FlashForward (2009) e a mais nova, em exibição só nos EUA, Happy Town (2010). A cada nova estreia, há a esperança de criar um possível substituto para Lost, mas nenhuma até agora obteve o mesmo apelo de público e sucesso de ibope.

Teoria e prática. No ar no Brasil, Fringe, série dos mesmos criadores de Lost, é a que mais se aproxima dos conceitos apresentados na ilha. Efeito Casimir, realidade paralela, eletromagnetismo e Buracos de Minhoca são só algumas das teorias que se repetem na trama da agente Dunham (Ana Torv) do FBI, do cientista maluco Walter Bishop (John Noble) e seu filho Peter (Joshua Jonathan). A segunda temporada da série - que terminou nesta semana nos EUA e terá seus dois últimos episódios exibidos aqui dia 1.º, pela Warner - é toda focada em um universo paralelo. Fringe foi renovada para uma 3ª temporada.
"A maioria dessas teorias não têm relação entre si", explica o físico Mário César Bertin, do Instituto de Física Teórica da Unesp. "São teorias complexas, que fazem parte da Física Teórica. Algumas nunca puderam ser comprovadas", diz.
A tal viagem no tempo, também explorada por FlashForward, segundo a Física também não passa de pura ficção por enquanto. Na Teoria de Relatividade de Albert Einstein, o espaço pode se contrair e o tempo se dilatar, basta atingir uma velocidade superior à velocidade da luz, 300 mil km/h - coisa que, na prática, é impossível. "Até porque, se desse para superar essa velocidade, o corpo assumiria uma massa infinitamente pesada, o que demandaria uma força/energia infinitamente maior para mover esse corpo", explica o físico Cláudio Furukawa, do Instituto de Física da USP.
A trama de FlashForward propõe a manipulação do tempo e brinca com a ideia de fazer o futuro acontecer ou lutar para que ele possa ser modificado. Mesmo com dois reforços de Lost, Sonya Walger e Dominic Monaghan, a série acaba de ser cancelada pela ABC.
Notícias relacionadas:
Siga o @estadao no Twitter
- 01 Serra chama de 'lixo' livro sobre ...
- 02 Rota invade suposta reunião do PCC e ação ...
- 03 Marconi Perillo se antecipa à CPI do ...
- 04 Obama dá sinal verde a sanções contra ...
- 05 Mercado financeiro prevê PIB abaixo de 3% em ...
- 06 Cachoeira fica calado e CPI antecipa fim de ...
- 07 Governo já discute redução de superávit ...
- 08 ‘Estado’lança site e aplicativo para ...
- 09 Crise atual pode ser pior que a Grande ...
- 10 FGV: País tem queda de 7,26% no número de ...
Grupo Estado
- Copyright © 1995-2012
- Todos os direitos reservados





