A vizinhança nada conservadora da Uniban
Rua de universidade onde a estudante Geisy Arruda foi hostilizada tem até bar de lésbicas
Depois do caso de Geisy Arruda, a Uniban virou uma espécie de símbolo do conservadorismo. Mas o ambiente perto do câmpus da Avenida Rudge Ramos, São Bernardo, é igual a qualquer vizinhança de universidade: meia dúzia de bares, com mesas cheias. "Um deles é de lésbicas", diz uma estudante. Opine: Você concorda com a postura da Uniban no caso Geisy? No tal bar, a menos de 100 metros do prédio onde Geisy foi hostilizada, garotas de mãos dadas ouvem rock ao vivo. Algumas trocam beijos.
Nas vielas que desembocam num matagal, o "mangue", o cheiro de maconha se confunde com o da pipoca e do cachorro-quente vendidos na calçada. Uma aluna de Design de interiores, que prefere não se identificar, acredita que, se a Uniban "selecionasse melhor", o episódio de outubro não teria ocorrido. "Não teria ela. Nem eles", diz, referindo-se a Geisy e seus algozes.
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