Adio, Tony Soprano
O distinto público não pode perder: hoje, às 22h, na HBO, uma nova chance de assistir ao espetacular último episódio da Familia Soprano. A série morreu de morte matada - estava em alta, mas cada filmete custava, só em cachês, perto de US$ 2 milhões. Uma nova temporada multiplicaria a cifra por três. Assim... foi o fim. E que fim, senhores. Nada de ação ou da saída pela porta da violência. David Chase, criador da série, faz um corte abrupto na narrativa, mas até chegar a esse ponto, leva o espectador para dentro do novo e tenso cotidiano de Tony. Ele, o chefão da Cosa Nostra em New Jersey, rompeu de vez com as famiglias da Máfia de Nova York. Os Soprano são bregas, vieram do sul da Itália. Os adversários saíram da Sicília e se sofisticaram em Manhattan. James Gandolfini, que interpreta Tony, reproduz sotaque e maneirismos com precisão. A produção cuidou para que peculiaridades fossem mantidas - os Sopranos não andam com seguranças, dirigem seus carros, sofrem de Alzheimer, não passam a vida comendo spaghetti e, bem, quase sempre matam pessoalmente os desafetos. Valeu cada centavo da assinatura.
A leitora Chiara Viale, de São Sebastião,reclama da produção do seriado brasileiro Mothern: acha os personagens-maridos "muito sensíveis".
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