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Choque ao sair do carro é fenômeno natural

Medidas simples que podem evitar o transtorno comum em dias secos

19 de julho de 2007 | 6h 23
Ana Morano - O Estado de S.Paulo

É comum ver nessa época do ano, com longos períodos de estiagem, motoristas tomarem choques ao sair do veículo e encostarem na carroceria. Alguns chegam a procurar por oficinas ou auto-elétricos na esperança de resolver esse grave incômodo, mas infelizmente isso não tem conserto. Há, porém, como evitar o inconveniente.

O fenômeno é facilmente explicado pelas leis da física. Essa ação é decorrente de uma descarga eletrostática (produção de carga proveniente do atrito entre materiais distintos) e acontece justamente em dias muito secos.

Mas, apesar do nome assustar um pouco, a carga oriunda desse fenômeno não é suficiente para causar nenhum tipo de dano, nem ao corpo nem ao carro.

Todo o material tem uma carga elétrica e no caso dos isolantes, como ar,couro e a estrutura metálica do carro, ela é positiva. Quando acontece o atrito entre esses materiais eles tornam-se um ímã em potencial.

ELETROSTÁTICA

Em uma eventual separação, como por exemplo, a do motorista, vestido com roupa de lã e sentado sobre o banco do carro com revestimento de couro, eles entram em atrito e a pessoa fica eletrostaticamente carregada (o mesmo acontece com o carro, que sofreu atrito com o ar).

Quando o motorista sai do veículo e fecha a porta, ou então coloca o antebraço na janela, pode sentir o tal choque. Isso porque há uma diferença de carga entre o corpo humano, que é condutor, e o carro (isolante). Então há uma busca pelo equilíbrio entre as cargas e, assim, o choque acontece.

Entre as dicas para deixar de sentir essa desagradável descarga elétrica deve-se evitar, por exemplo, tocar no carro de forma repentina. Ou seja, se a pessoa segurar com ímpeto a porta do veículo ao sair e pisar no chão não vai sentir o choque.

''''O veículo, por estar sobre pneus de borracha - material que isola o potencial elétrico da terra - acumula cargas elétricas e o choque ocorre por haver um desequilíbrio entre elas'''', diz Plínio Ferreira Cabral Júnior, diretor de Engenharia Elétrica da GM (confira ilustração ao lado).

ACONTECIMENTO NATURAL

Os engenheiros elétricos dizem que não tem muito como contribuir nesses casos, pois trata-se de um acontecimento natural que pouco pode ser alterado.

''''Tal característica é própria da matéria e não uma especificidade do carro'''', explica Leonardo Alvarenga, engenheiro elétrico e coordenador da Comissão Especial de Interferência Eletromagnética da AEA.

Ele ressalta que os materiais utilizados no veículo podem contribuir mais ou menos na matemática entre as cargas - couro e lã retêm mais carga, assim como tempo seco, já que o ar menos úmido é mais propício ao acúmulo de íons.




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