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Dicas básicas para cultivar uvas

27 de janeiro de 2010 | 3h 01
O Estado de S.Paulo

Quero começar a plantar uvas. Porém, não sei por onde começar. Gostaria de orientações sobre o trato com o solo, irrigação, distância entre um pé e outro, etc.
Nivea Lima
nivea.lima@rocketmail.com

O cultivo da videira exige solos profundos e bem drenados. Porém, antes de preparar o solo, é preciso fazer a análise química de nutrientes do solo, recomenda o pesquisador do Centro de Frutas do Instituto Agronômico (IAC), Marco Antonio Tecchio. "Deve-se realizar a amostragem de solo com bastante rigor, para que a aplicação de calcário e fertilizantes seja feita corretamente." No site do IAC (www.iac.sp.gov.br) está disponível o passo-a-passo de como coletar o solo e enviar a amostra para análise. Segundo Tecchio, as operações para o preparo do solo variam conforme o terreno. Normalmente, são necessárias as operações de subsolagem ou aração profunda; distribuição uniforme do calcário; gradagem superficial; aração profunda (para incorporação do calcário) e gradagem superficial (recomendada apenas para regiões sem declives acentuados). Em relação ao espaçamento entre os pés, o especialista diz que para as variedades de uva comuns (niagara, rosada e isabel) pode-se utilizar o espaçamento de 1,8 metro na entrelinha e 0,9 metro entre plantas, para o plantio no sistema de espaldeira. "Neste sistema, utilizam-se postes de 2,2 metros de comprimento (0,5 metro é enterrado e o resto do comprimento é deixado para fora do solo). Os fios de arame são dispostos a 1 metro, 1,3 metro e 1,6 metro de altura do solo." Para as variedades de uva fina de mesa (itália, rubi, benitaka, brasil) utiliza-se o sistema de latada ou pérgula. "A construção da latada exige experiência, então o melhor é consultar um técnico", diz. Para as regiões tradicionais de cultivo (Jundiaí, Indaiatuba, São Miguel Arcanjo, Pilar do Sul) não há necessidade do uso da irrigação, pois o ciclo da cultura coincide com a época de chuvas, entre setembro e dezembro. IAC, tel. (0--11) 4582-7284; tecchio@iac.sp.gov.br.


Armadilha para eliminar serra-pau


O serra-pau, que tem "prazer" em serrar galhos, tem-me atormentado. A praga é latente por aqui e não tem mais se contentado apenas com galhos; tem cortado árvores com até 15, 20 centímetros de diâmetro. Peço ajuda para exterminar o inseto.

R. D. Korb
São Bernardo do Campo (SP)

O entomologista João Justi Júnior, do Instituto Biológico, explica que as fêmeas do serra-pau, um besouro da ordem dos Coleópterase (Ordem Coleoptera), serram os galhos para botar ovos. "Fazem isso nos galhos ainda verdes, que secam e caem no chão. Conforme o nível de infestação ou da idade da planta, podem matar a árvore." Ele recomenda recolher e eliminar os galhos secos do chão e da árvore. "Se for possível, faça uma fogueira. Se a fogueira incomodar, jogue os galhos no lixo." Ele ensina também a fazer uma armadilha. "Faça três janelinhas triangulares em uma garrafa plástica, encha com 70% de álcool 96º (comprado em farmácias ou então use álcool combustível, sem aditivos) e 30% de água. Os insetos são atraídos pelo cheiro do álcool, caem no líquido e morrem." O pesquisador não recomenda o uso de inseticidas, a não ser por profissionais qualificados. "É altamente tóxico", alerta. Mais informações, Instituto Biológico, tels. (0--11) 5087-1768 e 5087-1711.


Há várias formas de podar jabuticabeira


Meu filho plantou em Barueri (SP) quatro pés de jabuticaba sabará (galhos troncos) já produzindo. As árvores estão com mais ou menos três metros de altura e com dois a cinco troncos galhos cada. Estou querendo podá-las, deixando um ou dois troncos galhos no máximo em cada árvore para possibilitar a entrada de sol. Como devo proceder? Qual a melhor época do ano para podá-las? Solicito orientações.

Francisco Doná
f.donah@gmail.com

Segundo o pesquisador José Emílio Bettiol Neto, do Centro de Frutas do Instituto Agronômico (IAC), mesmo sendo da mesma espécie, é difícil indicar um procedimento generalizado para todas as plantas, pois cada uma possui uma arquitetura própria definida e individual. "Cada planta terá um procedimento específico para a retirada dos ramos. De qualquer forma, procure eliminar primeiramente os ramos doentes e secos, os mal colocados, os que se desenvolveram em direção ao centro da copa e aqueles que estiverem cruzados, a fim de melhorar o arejamento e insolação interna da copa." Quanto aos demais galhos, o pesquisador diz que devem ser eliminados conforme o espaço disponível e/ou a orientação de crescimento dos ramos remanescentes que o leitor desejar. "O leitor direcionará o crescimento e o volume da copa desejados. Mas é importante que, depois da retirada de ramos, fiquem na copa alguns remanescentes para proteger as almofadas floríferas da incidência direta do sol, o que prejudicaria o florescimento e, consequentemente, a frutificação." Depois da eliminação dos galhos, o conselho é passar uma pasta fúngica ou mesmo tinta látex nos ferimentos causados pela poda. "A poda deve ser feita paulatinamente, adequando o volume da copa segundo as necessidades do leitor", explica. Ele recomenda ainda que o procedimento ocorra, no mínimo, 30 dias após o término da colheita, para que a planta restabeleça suas condições antes da frutificação. Mais informações, e-mail bettiolneto@iac.sp.gov.br.

Abricó-de-macaco tem uso decorativo


Encantei-me com esta espécie que vi no Rio de Janeiro. Gostaria de saber mais sobre ela e, se possível, onde eu acharia mudas, pois disponho de condições físicas para cultivá-la.

Celisa Bastos Nogueira
celisabastos@terra.com.br


Nativa da Amazônia, a árvore da fotografia é o abricó-de-macaco (Couroupita guianensis), informa o especialista em plantas Luis Bacher, da Fazenda Citra, em Limeira (SP). "O porte da árvore varia entre 8 metros e 15 metros", diz Bacher, acrescentando que o abricó-de-macaco é da mesma família da sapucaia. "Sua florada é muito decorativa, com as inflorescências saindo diretamente do tronco e seguidas de frutos grandes e esféricos. Por isso é bastante usada em paisagismo no Rio de Janeiro, onde a leitora encontrou a planta." A Fazenda Citra, da Dierberger Plantas, possui mudas de abricó-de-macaco para venda. Cada muda - com porte de 50 centímetros a 70 centímetros - custa R$ 10. Informações e encomendas pelo site www.fazendacitra.com.br ou tel. (0--19) 3451-1221.

Aroeira-mansa é a que dá pimenta-rosa


Gostaria de saber onde adquirir muda de aroeira-pimenteira, que produz a pimenta-rosa. Já adquiri duas mudas como sendo de aroeira-pimenteira, mas depois descobri se tratar de outra espécie de árvore. Pelo que pesquisei, são duas as espécies que produzem a pimenta rosa: Schinus terebinthifolius e Schinus molle. Está correto?

Cláudio Gonçalves Couto
claudio.couto@uol.com.br


A aroeira que produz a pimenta-rosa é a aroeira-mansa (Schinus terebinthifolius), muito usada em arborização de ruas. O leitor encontra mudas no Viveiro Bioverde, em Limeira (SP). Cada muda, com 1,20 metro, custa R$ 2,95. O endereço do viveiro é Rodovia Limeira-Mogi-Mirim, km 98,4. Tel. (0--19) 3451-1840.


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