Expulsos por racismo podem voltar a cursar universidade
Justiça de Ribeirão Preto concedeu liminar aos três estudantes do Centro Universitário Barão de Mauá
A Justiça de Ribeirão Preto concedeu liminar, na sexta-feira, para que os três estudantes de Medicina expulsos do Centro Universitário Barão de Mauá por acusação de racismo contra um trabalhador retornem às aulas e concluam o curso.
O suposto ato de racismo ocorreu em dezembro, fora da universidade, e os jovens foram expulsos no dia 1º deste mês. A decisão foi tomada por uma Comissão Administrativa de Inquérito, formada por professores e funcionários da instituição. Ontem, a direção da universidade, por meio de nota, informou que respeitará e cumprirá a decisão judicial, mas que também recorrerá para que sua decisão seja aplicada.
"O centro reitera que a decisão da Faculdade de Medicina se baseia em razões éticas, e não de natureza criminal. A formação de um médico extrapola a mera técnica para invadir os preceitos de moral e comportamento ilibado", diz o comunicado. Os três alunos são acusados de ter batido em um trabalhador com um tapete enrolado, e um deles teria gritado "negro".
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