Japoneses já foram mais criativos
Num Salão de Tóquio quase sem estrangeiras, fábricas da casa mostram conceitos mais próximos da realidade
O Salão de Tóquio sempre foi uma grande passarela para as montadoras japonesas e um dos eventos mundiais mais importantes para as estrangeiras. Mas nesta 41ª edição, que abriu ao público ontem e termina no dia 4, a mostra está bem menor e perdeu importância. Apenas duas pequenas marcas "forasteiras" participam este ano: as inglesas Lotus e Caterham, além da alemã Alpina, que prepara carros da BMW.
Em 2007, havia 26 fabricantes estrangeiras. O motivo para a ausência em massa foi a crise mundial e o consequente encolhimento do mercado japonês, que já superou os 5 milhões de veículos e atualmente não chega a 3,5 milhões. Lá, só os modelos híbridos estão crescendo.
Neste panorama, as montadoras japonesas tiveram espaço para brilhar, mas foram moderadas até nos sempre futuristas carros-conceito. Neste ano, a maioria é tão pé no chão que parece ser veículo de produção. A única que abusou um pouco foi a maior fabricante do mundo, a Toyota, com o LFA, da sua divisão de luxo Lexus. Com motor V10 de 560 cv, ele quer tirar o Nissan GT-R do trono dos superesportivos nipônicos. Mas serão feitas apenas 500 unidades.
No espaço da Toyota aparece outro esportivo, o FT-86. Resultado de um projeto conjunto com a Subaru, que fornecerá o conjunto mecânico, que inclui motor boxer de quatro cilindros, ele ainda é um estudo, embora bem viável. A montadora destacou também o conceito 100% elétrico FT-EV II.
A Honda não deixou por menos na questão ambiental e mostrou uma gama impressionante de opções ecologicamente corretas. Desde o U3-X, um monociclo elétrico, até o híbrido Skydeck, uma nova proposta de veículo familiar, para seis ocupantes. O mais interessante de todos é o CR-Z, que será o primeiro esportivo híbrido do mundo. É um conceito em versão bem próxima da definitiva.
A Nissan apresentou o protótipo elétrico Land Glider, que lembra uma moto e se inclina até 17 graus em curvas. Mas o que promete vender muito será a nova microvan Roox. Com linhas que lembram um caixote, esse tipo de veículo é muito popular entre os japoneses, pois oferece muito espaço para quatro ocupantes numa carroceria de apenas 3,39 metros.
Outras montadoras também se concentram em veículos verdes. A Mitsubishi colocou os holofotes sobre o crossover conceitual PX-MiEV, com motores elétrico e a gasolina. A Subaru destacou o Hybrid Tourer Concept e a Suzuki, uma versão híbrida do compacto Swift.
Viagem feita a convite da Toyota

Lexus LF-A | Belo esportivo da Lexus, marca de luxo da Toyota, tem motor V10 4.8 dianteiro de 560 cv. Com câmbio de duas embreagens e seis marchas e tração traseira, ele vai de 0 a 100 km/h em 3,7 segundos. Acima, Akio Toyoda, presidente da Toyota, apresenta o modelo.

Mitsubishi PX-MiEV | Crossover híbrido, o protótipo combina motor a combustão de 1,6 litro e 116 cv a dois propulsores elétricos (um em cada eixo). Segundo a fabricante, seu trunfo é rodar até 50 km com um litro de combustível. E ainda conta com possibilidade de tração integral.

Nissan Land Glider | Modelos semelhantes, como o Lean Machine, que a GM mostrou em 1984, em São Paulo, não vingaram. Mas a Nissan investe nessa proposta. Baterias de íons de lítio alimentam os dois motores elétricos traseiros. Tem sistema que permite recarregamento sem cabo.

Honda CR-Z | A Honda não divulgou detalhes desta versão esportiva do Insight, que em fevereiro será lançada no Japão e depois vai para os Estados Unidos e Europa. Mas o motor é 1.5 a gasolina com comando de válvulas variável i-VTEC. Tem transmissão manual de seis marchas, algo inédito veículos com propulsão híbrida.

Subaru Hybrid Tourer | Enormes portas do tipo asas de gaivota chamam a atenção neste conceito de 4,63 m de comprimento. Ele combina motor a gasolina, um boxer 2.0 com turbo e injeção direta, a dois elétricos, um na frente e outro atrás. Estes são alimentados por baterias de íons de lítio. O belo protótipo conta com tração integral.

Toyota FT-EVII | Com 2,73 metros de comprimento, conceito é 22 cm menor que o iQ, do qual deriva sua carroceria, mas tem espaço para três adultos e uma criança. Movido a eletricidade, promete 90 km de autonomia e velocidade máxima superior a 100 km/h. Direção, acelerador e freios estão concentrados num joystick.
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