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Não quer mergulhar? Vá de prancha

Modalidade permite avistar mundo submerso com grande nitidez; até seis pessoas são puxadas por uma lancha

19 de agosto de 2008 | 3h 49
Ana Carolina Sacoman - O Estado de S.Paulo

A idéia parece boa demais para ser verdade. E é: ver o fundo do mar sem fazer esforço nem recorrer ao batismo dos mergulhadores. E ainda pagar menos da metade do valor de um mergulho autônomo por isso. A prancha submarina é perfeita para casos clássicos de fobia a tanques de oxigênio e afins.

Munido de máscara e snorkel e agarrado a uma prancha, o turista é rebocado por uma lancha em velocidade reduzida. A embarcação sai do Porto de Santo Antônio e faz um pequeno circuito de 1 hora por ali mesmo, até as Ilhas Secundárias: exatamente onde o exotismo marinho de Noronha se mostra em toda sua grandeza.

No Porto está afundado o navio grego Eleani Sthatathos, que naufragou naquelas águas na década de 1920 e se tornou uma das maiores concentrações de vida subaquática da ilha. Seus destroços podem ser vistos com muita nitidez, o que, para mentes um pouco fantasiosas, aumenta, e muito, o grau de interesse pela aventura.

Ali é possível avistar tartarugas com grande facilidade, assim como arraias, digamos, bem nutridas. Há quem jure ter visto tubarão - sim, eles rondam aquelas águas, mas ao contrário dos que atacam a costa pernambucana, os de Noronha nem se dão conta da existência dos turistas. Peixes de todas as cores e tamanhos, num balé cheio de graça, completam a lista de moradores exibidos.

Quem tem alguma habilidade motora pode fazer piruetas na água, mergulhar, ir para um lado e para o outro. Mas os que preferem, por segurança, ficar imóveis como uma estátua também vão se divertir. Cuidado apenas com os companheiros ao lado, pois cada lancha pode rebocar até seis pessoas.

Às mulheres, um aviso: se o biquíni não for confiável, vá com uma camiseta, pois a peça pode ficar pelo caminho. Crianças estão liberadas, desde que acompanhadas por adultos e paramentadas com coletes salva-vidas. O passeio inclui máscara e snorkel e custa R$ 75 nas operadoras locais.

Para profissionais

Se você acha tudo isso papo de amadores, recorra ao mergulho autônomo. Os guias juram que em qualquer ponto escolhido (são cerca de 20) será possível ver com nitidez absurda a rotina do fundo do mar, incluindo tartarugas e tubarões.

Ao chegar a Noronha, ainda no aeroporto, você se verá cercado de gente tentando vender um pacote com mergulho - por, em média, R$ 250.