Nos bastidores de uma corrida da Nascar
No autódromo, o público é parte do espetáculo. E ainda pode visitar a pista, acompanhar o trabalho dos mecânicos, curtir shows e garantir aquela lembrancinha típica

DAYTONA BEACH, Estados Unidos - Sua paixão é mesclar automobilismo e viagem, mas rodar o mundo para acompanhar as corridas de Fórmula 1 é um programa que extrapola o orçamento? Há alternativa. Tão interessante quanto se deslocar atrás das provas da categoria mais famosa do planeta é assistir às disputas de stock car da Nascar, a segunda maior competição esportiva dos Estados Unidos - ela só perde para o futebol americano.
Ao longo do ano, a competição roda o país com 38 eventos nos fins de semana. As provas são realizadas em pistas ovais, formato que permite boa visibilidade de todos os lugares. O clima é de festa constante. E a organização, sempre voltada para o torcedor. Quando não há carros na pista, shows ocupam o autódromo, animando inclusive os não tão fanáticos pelas corridas.
A duração de cada disputa - em média, três horas - permite que o programa inclua outras atrações tão adoradas pelos turistas. Por causa das centenas de voltas obrigatórias e dos constantes acidentes sinalizados com a bandeira amarela, é possível gastar um tempo nas diversas lojas comprando lembranças típicas (de miniaturas de carros e camisas a réplicas de capacetes, macacões e abridores de garrafas), provando um dos tradicionais cachorros-quentes e hambúrgueres ou até mesmo uma refeição menos calórica.
Se você ainda tem dúvidas da paixão dos americanos por automobilismo, basta reparar no entorno dos autódromos. Em média, 60 mil pessoas acompanham cada show e quase todos costumam estacionar seus trailers dentro ou fora do circuito. Eles passam de quinta a domingo movidos a churrasco (de hambúrguer ou salsicha) e cerveja, com alegres festas à noite, geralmente com boa receptividade aos estrangeiros.
Participando da festa. Além de sede da Nascar, a cidade de Daytona Beach, na Flórida, foi o local da abertura oficial da temporada 2011 da categoria americana. Quem esteve por ali percebeu rapidinho que acompanhar uma corrida significa participar do evento.
Ser torcedor não se limita a ficar sentado olhando. Independentemente do setor em que você estiver, será possível ter acesso à pista e também deixar mensagens no asfalto para seus pilotos favoritos (ou odiados). A diversão continua até dez minutos antes da largada.
Tem medo de sair do lugar e na volta vê-lo ocupado por outra pessoa? O risco não existe ali. Todos circulam para lá e para cá, observando cada detalhe, acompanhando inclusive o trabalho dos mecânicos nos carros - as garagens tem janelas próprias para os torcedores.
Para assistir a uma prova, o gasto é de cerca de R$ 3.500 (com passagem e ingresso, que custa a partir de US$ 50). Você pode montar e comprar seu pacote no site (em inglês), sem complicações. Porém, precisa fazer isso com boa antecedência: os bilhetes são vendidos em uma velocidade tão rápida quanto a dos carros na pista.
Se sua estada em Daytona não coincidir com a realização de alguma prova, você pode optar pelo tour no autódromo. O All Access dura uma hora e leva aos bastidores da corrida, à sala dos pilotos, às garagens e ao box de imprensa (US$ 22).

As melhores provas para assistir em 2011:
- Charlotte: Sprint All-Star Race, dia 21 de maio
- Daytona: Coke Zero 400, dia 2 de julho. O autódromo para 140 mil torcedores terá inúmeros shows e eventos
- Indianápolis: Brickyard 400, 31 de julho. Vai incluir uma interessante mostra sobre a história da Nascar
- Bristol: Irwin Tool Night Race, 27 de agosto
- Richmond: Richmond 400, dia 10 de setembro
- Charlotte: Bank of America 500, 15 de outubro
- Homestead-Miami: Ford 400, 20 de novembro, última prova, com direto a festa para o campeão no autódromo
Veja também:
Simule aceleradas no Hall da Fama da Nascar
GALERIA - Conheça um pouco do autódromo de Daytona
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