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O dia da melancia

21 de novembro de 2008 | 17h 47
Cíntia Bertolino - O Estado de S.Paulo

Quarta-feira, dia 26 de novembro, é o dia da melancia. Paladar antecipa a comemoração e homenageia a Citrullus lanatus e seus mais de 1.200 tipos, cultivados em quase uma centena de países.

A festividade é recente, a primeira aconteceu em 2006, mas num país tão afeito a comemorações, talvez não demore para que a efeméride seja transformada em feriado nacional. Seria o caso, já que o Brasil está entre os dez maiores produtores mundiais de melancia.

Da família do pepino e da abóbora, a melancia é composta por 92% de água e constitui excelente fonte de vitaminas B e C. Pode ser pequena, como as do tipo peso-pena em torno de 5 a 6 kgs; mediana com seus 20, 30 kg até à super peso-pesado registrada no Guinness Book com 118 kg.

Suas raízes milenares, que remontam às civilizações antigas, agora dão frutos modernosos como a versão quadrada, uma invenção japonesa que ganha o formato retangular por ser cultivada dentro de grandes caixas que limitam o espaço de crescimento. Outro híbrido bem pouco ortodoxo é o sem semente. Prático, é verdade, mas menos charmoso que o fruto original.

Para quem gosta de saborear a melancia a qualquer momento, uma possibilidade é a fruta desidratada (à venda no Empório Chiappettado Mercado Municipal de São Paulo, 3228-1497). Cortada em pequenos pedaços ela é seca e muito doce, tem consitência molenga e sementes crocantes. Quase não lembra uma melancia. Já alguns indianos vegetarianos radiciais, que não consomem melancias e outras frutas muito vermelhas porque lembrem a cor da carne, podem matar o calor com a versão amarela e muito saborosa da fruta.



Tópicos: Melancia