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O tubarão vai à mesa em forma de bolinho

A fera dos mares vira petisco com gosto de peixe e textura de frango

19 de agosto de 2008 | 3h 48
Ana Carolina Sacoman - O Estado de S.Paulo

Qualquer bar e restaurante que se preze em Noronha tem no cardápio o bolinho de tubalhau, versão empanada e frita da fera dos mares. Dizem que a carne de tubarão tem textura de frango e gosto de peixe. A porção com seis unidades custa, em média, R$ 10.

Vencida a etapa "prato-típico-obrigatório", come-se bem por lá. O Cacimba Bistrô é uma das escolhas mais sofisticadas, com ótimo ambiente e atendimento. Os pratos saem caro (uma pessoa gasta cerca de R$ 40, sem vinho nem sobremesa), mas valem o desfalque. As receitas são bem originais: salmão com chutney de manga, macarrão oriental, com frango, legumes e gengibre, risoto cremoso de camarão. O fusili integral com creme de queijos é ótimo. Único probleminha: há apenas dez mesas na varanda, o que pode acarretar uma pequena fila de espera em alguns dias.

O Xica da Silva, numa travessa da BR-363, tem ambiente moderninho e atendimento eficiente. O melhor: os preços, no almoço, são bastante simpáticos. Uma espécie de PF, com carne, frango ou peixe, feijão preto, arroz, farofa e mandioca, sai a R$ 20 por pessoa.

Opção mais tradicional, o Restaurante da Edilma, bem no centro da Vila dos Remédios, vive cheio de estrangeiros. A comida é extremamente caseira e o atendimento, um pouco amador demais. A especialidade da casa, além dos bolinhos de tubalhau, é a lasanha de tubarão. Bem menos exótico, o PF, com bife (frango ou peixe), arroz, salada, farofa e feijão, tudo misturado e transbordando no prato, custa R$ 22 por pessoa.

O pôr-do-sol é capitalizado por bares estrategicamente localizados. O da Praia da Conceição costuma atrair gente bonita e tem alguma coisa no cardápio, mas o melhor é pedir uma cerveja, a R$ 3. Uma piada local: como em todos os lugares pé-na-areia quase tudo (da água ao espetinho de calabresa) custa R$ 3, os moradores "inventaram" outro nome para o real: o Noronha, que vale R$ 3.

Outro lugar legal para curtir o entardecer é o Fortinho do Boldró, bar de frente para as ruínas do forte de mesmo nome, no alto de uma falésia e de frente para o Morro Dois Irmãos. Prove o queijo coalho na chapa com melaço, por R$ 12.

No jantar, um crepe cai bem. Os da Creperia Arte e Sabor vêm com recheios tradicionais e ganham os nomes das praias de Noronha. Custam em torno de R$ 18. Às quintas à noite, o restaurante serve rodízio de sushi, a R$ 49 por pessoa. Aproveite para gastar tempo ali. Anexa à casa há uma loja bem moderninha, com camisetas descoladas, bijuterias e objetos de decoração - os preços, porém, são estilo Noronha, salgados.

Balada

A noite da ilha não promete. Nem se iluda. A programação é sempre a mesma: a partir das 21 horas, todo mundo vai até o Projeto Tamar para assistir à palestra do dia. Carros tipo lotação passam pela Vila dos Remédios recolhendo os turistas e cobram R$ 3 por pessoa (ida) - os táxis-buggy fazem o mesmo percurso por R$ 10. Fique atento à volta. Como os carros-lotação saem logo depois do fim da palestra, se você enrolar muito por lá vai ter de se virar para voltar para a pousada.

Do Tamar para o Bar do Cachorro, na entrada da praia de mesmo nome. Ali, a partir das 23 horas, rola som ao vivo todas as noites, mas o bar é conhecido mesmo pelo forró, nos fins de semana. Há um bom cardápio de comidinhas, com pizzas e calzones, para enfrentar a madrugada. A entrada custa R$ 5.

Cacimba Bistrô: Centro Histórico, s/n.º; tel.: (0--81) 3619-1200

Xica da Silva: Alameda das Acácias, 11; tel.: (0--81) 3619-0437

Restaurante da Edilma: Rua São Miguel, 17; tel.: (0--81) 3619-1237

Creperia Arte e Sabor: Rua Nice Cordeiro, s/n.º; tel.: (0--81) 3619-1120

Projeto Tamar: Alameda do Boldró, s/n.º; tel.: (0--81) 3619-1171

Nortax Táxi: tel.: (0--81) 3619-1314